
Muitos pais vem relatando as mudanças positivas seja no estado de saúde que no comportamento dos filhos com autismo e distúrbios relacionados, quando seguem uma “dieta especial”, que consiste na eliminação do glúten, caseína e outras substâncias possivelmente tóxicas, como glutamato monossódico, corantes, conservantes e adoçantes artificiais. São convintos que com essa mudança da alimentação cotidiana, possam melhorar os sintomas autísticos e as crianças ter melhor qualidade de vida. O autism Research Institute (ARI) conduziu uma pesquisa entre milhares de pais e verificaram que 60% dos faziam os filhos seguirem a dieta sem glúten e caseína, perceberam melhorias e também uma recente pesquisa do Autism Speaks, a maior associação de pais americanos, 82% descreveram uma visível mudança no contato ocular, na linguagem, na atenção, na constipação, diarréia, no sono, na hiperatividade entre outras.
- Crianças autistas tem problemas com alguns alimentos que tem um impacto negativo sobre os seus sintomas comportamentais, cognitivas e físicas,
- A alimentação tem um efeito direto sobre intestino inflamação intestinal e capacidade digestiva, que por sua vez, afetam a fisiologia e funcionamento do cérebro.
- As deficiências nutricionais são muito comuns no autismo
- São muitos comuns problemas intestinais e deficiência de enzimáticas digestivas
- Digestão, detoxicação e função imunitária são muitas vezes comprometidas. É comum um crescimento excessivo de fungos (Candida albicans. A intervenção dietética influencia esses transtornos observados no autismo.
- A intervenção dietética influencia esses transtornos observados no autismo. A cura dos problemas intestinais, tem uma influência muito positiva no cérebro.
- Resolver os problemas intestinais, aumenta a absorção das substâncias nutritivas e quando o nível de nutrientes melhora, os vários órgãos funcionar melhor, incluindo o cérebro.
- Eliminar os alimentos que contêm toxinas (tais como aditivos artificiais), que influenciam negativamente na química do cérebro, alivia a carga sobre o fígado e do sistema de detoxificação e favore uma melhora na função cerebral e dos comportamentos.
- Evitando alimentos que favorecem a inflamação (glúten, caseína e outros) melhoramos o sistema digestivo e imunitário

O autismo é considerado uma doença psiquiátrica pela medicina tradicional. Embora a etiologia da doença permaneça em grande parte obscura, a classificação do autismo em crianças com doença psiquiátrica apresenta muitas terapias muito arriscadas.Esta classificação é diagnosticada pelos sintomas típicos da doença, que incluem distanciamento social, isolamento, atrasos reduzidos na fala e as habilidades de interação social, mas não indica necessariamente um transtorno psiquiátrico. Talvez por isso o método convencional de autismo, baseado apenas no uso de drogas psicotrópicas, é falho, deixando os afetados e suas famílias com mais problemas do que benefícios. O erro fundamental da medicina convencional é continuar a procurar uma única causa da doença quando é claramente multifatorial. Isso pode ser apenas o caso de que o autismo não pode ter uma única causa, mas sim ser um produto de múltiplos fatores, incluindo predisposição genética, inflamação, função gastrointestinal prejudicada, aumento do estresse oxidativo, a incapacidade de neutralizar as toxinas, reações auto-imunes e função mitocondrial danificada . A tudo isto deve ser adicionado o possível dano grave de vacinas e aditivos alimentares e conservantes. Seguindo esta linha de pensamento pode-se concluir que o autismo não é uma doença mas sim uma consequência de uma carga tóxica que o corpo não consegue eliminar e exerce seus efeitos em particular no sistema nervoso central. Uma estratégia muito mais racional do tratamento, da simples mas ineficiente prescrição de psicofármacos é a de:
1. Modificar a alimentação para curar o intestino e reduzir a exposição a toxinas externas; 2. Fornecer apoio nutricional para aumentar as defesas antioxidantes; 3. Fornecer suporte nutricional, a fim de aumentar a capacidade de detoxicação; 4. Eliminar as substâncias tóxicas como o mercúrio. A alimentação E 'comprovada por numerosos estudos que a maioria das crianças com autismo tem uma função gastrointestinal comprometida. O sistema gastrointestinal é fundamental porque neutraliza os micróbios, permite a digestão dos alimentos e absorção dos nutrientes. Mas também atua como uma barreira seletiva, capaz de filtrar substâncias tóxicas, impedindo a sua entrada na circulação. Muitas dessas funções parece estar comprometida em crianças com autismo. O primeiro passo crucial no caminho de cura do intestino é eliminar os açúcares simples que, infelizmente, a alimentação da criança continua a ser muito rica e que contribue para o crescimento de bactérias prejudiciais no trato gastrointestinal. Da mesma forma a eliminação de alimentos refinados que contem aditivos e reduz a quantidade de toxinas introduzidas no organismo. Estes alimentos devem ser substituídos com proteína de alto valor biológico e alimentos ricos em fibras e antioxidantes, como frutas e legumes. Também alimentos geralmente alergênicos, tais como tomates, ovos, soja e amendoim deveriam ser excluídos. Outros alimentos, infelizmente, ainda muito recomendados pelos pediatras, especialmente para as crianças é o leite. O homem é capaz de digerir e absorver de forma otimizada somente o leite materno. O leite de vaca é rico em proteína não digeríveis e alergênicas contém lactose a que muitas pessoas são intolerantes e tem uma longa lista de substâncias nocivas derivadas da alimentação do animal que fornece o leite. As crianças autistas frequentemente também obtem benefício de seguirem uma dieta livre de glúten. Estas medidas se seguidas corretamente, podem permitir que os intestinos se curem.
O suporte nutricional Vários suplementos nutricionais, podem ser úteis para crianças com autismo. Deve ser sempre considerado que não são fármacos em grado de conter diretamente os sintomas e as manifestações do autismo, mas substâncias biológicas que podem promover um processo de auto-cura e detoxicação. 1. As enzimas digestivas: A incompleta digestão protéica, em particular de proteínas específicas como a caseína e glúten induzem a formação de pequenas moléculas de peptídeo que muitos pesquisadores acreditam ser uma causa contribuinte de autismo. Na verdade, estas moléculas seriam capazes de atravessarem a barreira hemato-encefálica e causar danos no sistema nervoso central. Podem ser tomados enzimas digesitivi tais como a tripsina, pepsina, quimotripsina e amilase. Enzimas de plantas como a bromelina, tem potente ação anti-inflamatório e ajuda a reduzir os sintomas gastrointestinais freqüentes em crianças com autismo, incluindo distensão abdominal, flatulência, cólicas abdominais e diarréia. 2. Probióticos: O equilíbrio entre as várias populações bacterianas que residem no intestino é fundamental para a saúde de todo o organismo. Em crianças com autismo em particular, mas também em muitas outras crianças que fazem uso de antibióticos, pode haver graves desequilíbrios da flora intestinal. As bactérias patológicas produzem toxinas pró-oxidantes, mas podem ser combatidas efetivamente por probióticos e prebióticos de dose elevada. 3. Vitaminas: As crianças com autismo pode ser deficiente em muitas vitaminas por conta da sua reduzida capacidade de absorção a nível gastrointestinal e/ou de freqüente episódios de diarréia.as vitaminas do grupo B geralmente estão em carência e são essenciais em muitos processos bioquímicos. A vitamina B6 em particular, é necessária para a síntese de diversos neurotransmissores e a sua integração tem sido associada com melhorias no sono, de atenção e da linguagem. A vitamina A é importante para os tecidos para o rápido crescimento, como o epitélio intestinal e os nervos e a vitamina C é um potente antioxidante, mas também serve para a síntese de neurotransmissores. 4. Detoxicação: crianças autistas frequentemente têm uma capacidade reduzida para a eliminação de toxinas e baixas concentrações de compostos contendo enxofre como a glutationa, metionina, cisteína e cistationina. A ingestão de glutationa, N-acetilcisteína, ácido alfa-lipóico e glicina podem servir para otimizar o processo de detoxicação. 5. Ácidos graxos essenciais: os eicosapentaenóico e docosapentanoico são componentes das membranas celulares e numerosos estudos têm destacado a carência em crianças com autistas. Além disso, esses ácidos graxos ômega-3 são poderosos anti-inflamatórios podendo reduzir a resposta inflamatória excessiva freqüentemente presentes em crianças com autismo. Abordagens farmacológicas no tratamento do autismo têm sido em grande parte sem êxito. O autismo não é uma doença de etiologia única facilmente combatida com um medicamento específico, mas sim uma síndrome multifatorial complexa que pode ser mais contida de maneira mais eficaz com uma abordagem multimodal que leva em conta a nutrição e suplementação natural.
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Dra.Jaqueline Araujo CRN4 11101020 Av.das Américas, 500 Bl.21 sl.247 Barra da Tijuca - RJ Tel:(21)3153-7561 / (21)8031-9993

Mais uma vez me emocionei e agradeço a Deus por ter me iluminado a seguir esse caminho. Recebi essa linda homenagem da Catarina, mãe de um anjinho que é meu paciente e receber notícias boas do desenvolvimento de cada um, me dão uma alegria que não tenho palavras para descrever. Me coloco sempre no lugarzinho de cada uma dessas mães pois eu mais que ninguém, sei a luta diária com os nossos pequenos… A ansiedade, o medo, angústia, como será o futuro sem nós? Eles serão capazes de conseguirem seu espaço? Sei que muitas dúvidas e medo deste quebra-cabeça onde vivemos infinitamente buscando a pecinha que falta para que tudo funcione harmonicamente e tudo isso seja apenas uma recordação, fique tudo para traz e eles caminhem independentes. Mas posso dizer que vale a pena! Vale muito a pena lutarmos pelas nossas crianças! Tenho visto e acompanhado não somente com minha filha Giulia, mas progressos em várias outras crianças e isso já é um grande motivo para acreditarmos que nada é totalmente impossível e que o AUTISMO pode e deve ser tratado.
Segue a linda mensagem que recebi da Catarina Dias no dia 26/02/2012
Ofereço-te estas rosas” virtuais” como prova de carinho.

Há dois dias recebi esse comovente e-mail abaixo e me emocionei demais! Gostaria de publicar a foto do Israel, esse “Pequeno Grande Vencedor”, mas não pensei em pedir autorização para postar a foto e sim o e-mail.
É muito gratificante receber essas boas notícias das “minhas crianças”!
Estou muito feliz que o Israel esteja respondendo bem ao tratamento! O mérito não é somente meu. Ele é uma criança incrível e foi abençoado de ter pais dedicados e que lutam dia a dia ao lado dele e é por essa razão que os resultados estão sendo positivos.
Além de profissional de saúde que não se cansa de estudar, estudar e estudar… também sou mãe de uma linda menina de 5 anos. É uma luta diária, mas conviver com essas pessoas tão especiais nos dão um aprendizado infinito que não tem preço!
Querida Elivânia, sou eu que agradeço pela confiança depositada e por me deixar entrar nas suas vidas e fazer parte da História do nosso pequeno Israel.
E-MAIL DA ELIVÂNIA
Em 17/01/2012 15:18, “Elivânia Ataíde” <elivaniaataide@gmail.com> escreveu:
Prezada Drª Jaqueline,
É com muita alegria que compartilhamos avanços alcançados por nosso pequeno Israel: seu sono está tranqüilo, aceita quando introduzimos outros tipos de alimentos, já pronunciou “papá dá”, não mais se movimenta sem direção, sua concentração já é presente e constante. Embora sejam atos simples, sabemos que são avanços formidáveis, portanto agradecemos imensamente todas as oportunidades que você nos deu tirando nossas dúvidas, além é claro das valiosíssimas e imprescindíveis orientações nutricionais. Tê-la como Nutricionista de nosso filho, é uma dádiva.A partir de Fevereiro Israel irá recomeçará as aulas o que acontece em turno integral, porém em virtude de sua alimentação não podemos delegar a escola todos os cuidados necessários, portanto gostaríamos de solicitar um relatório descrevendo a necessidade de uma alimentação especial e suas implicações para uma criança portadora do Autismo, para assim encaminharmos a própria escola um pedido de não inclusão do almoço em suas atividades diárias, o que implicaria uma alteração na grade de serviços prestados pela Instituição de Ensino.Já imensamente agradecida,Beijos,
–
Elivânia AtaídeCientista Social e Psicopedagoga
Dra.Jaqueline Araujo
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Um dos estudos mais abrangentes sobre a nutrição no autismo.
Muitas pessoas se perguntam porque algumas crianças a dieta funciona bem e com outras não se verificam evidencias tão significativas. Este recente artigo de Julie matthews renomada nutricionista do tratamento biomédico do autismo. relata sobre as últimas validação científicas de esperança nutritiva. Em todos os lugares que viaja, verifica os beneficios, quando crianças e familiares não prestam atenção especial na dieta e estrategia na escolhas alimentares.
Como nutricionista que se ocupa de crianças com autismo, fiquei entusiasmada em ler os resultados desta recente pesquisa. Finalmente aqueles que continuam dizendo “não existe ciência através da dieta e intervenção nutricional para o autismo”ou “não existe nada que se possa fazer contra o autismo”, estão definitivamente desmentidas.
Recentemente, foi publicado (junho de 2011) no Journal of Nutrition and Metabolism, um estudo intitulado Estado nutricional e metabólico de crianças com autismo em relação a crianças neurotípicas e a ligação com a gravidade do autismo” pelo Dr.James Adams, que possui uma excelente evidencia por considerar a intervenção dietética e de integradores nutricionais para as crianças com autismo.
Este estudo convalida o que muitos profissionais de saúde vem observando na pratica clinica, que as crianças com autismo possuem um desequilíbrio biomédico com grande relevância nos sintomas autisticos e que a dieta e a suplementação desenvolvem um importante papel em ajudar as crianças a melhorarem e até perderem o diagnostico de autismo.
Na minha experiência profissional e como mãe de uma menina dentro do espectro, tenho visto, melhoras significativas nas crianças graças a uma atenção a dieta e nutrição.
Na pesquisa, foi medida uma vasta gama de marcadores nutricionais e metabólicos (indicadores do estado bioquímico), foi incluído um numero bastante elevado de crianças. Adams, et al., forneceu uma interpretação clara dos resultados que foram medidos e explica o teste da sua interpretação, confrontando com os resultados do estudo precedente (seja coincidente que contrario), uma excelente analise da atual consciência biomédica do autismo dando suporte aos resultados clínicos reconhecidos a nível mundial e apresenta novos dados que poderão orientar o uso de integradores e da dieta.
O estudo comparou 55 crianças com diagnóstico de autismo com 44 controle (crianças neurotipicas de idade semelhante dos 5 aos 16 anos). Nenhum grupo havia administrado suplementos nutricionais por dois meses antes do teste consuzido no estudo.
A pesquisa indicou que nas crianças com autismo, o nível das vitaminas, minerais e a maior parte dos aminoácidos estavam entre os valores de referimento publicados, mas muitos desses marcadores eram significativamente diferentes do grupo de controle. Os biomarcadores são um modo para descobrir a insuficiência funcional de uma substancia nutritiva medindo os indicadores nos ciclos bioquímicos que indicam uma carência e confrontando com efetiva quantidade dos nutrientes no corpo.
Se trata de uma descoberta interessante. Os níveis de nutrientes parecem “normais”, mas testes funcionais, mostram que não são normais de maneira alguma, normais em crianças com autismo. Testes funcionais que identificam estes biomarcadores não são utilizados no campo medico tradicional. Se a comunidade medica é procura de carências nutricionais através de medidas normais de nutrientes ( como fator base para decidir os tratamentos) muito provavelmente não encontrará, porém a suplementação é necessária pois são presentes insuficiências bioquímicas e nutricionais.
Neste estudo, foram encontrados biomarcadores pelo aumento do estresse oxidativo, diminuição da sulfatação e da detoxificação, insuficiência de vitaminas e glutationa e reduzido o transporte de energia. Muitos grupos de biomarcadores eram significativamente associados com a gravidade do autismo. Foi verificado que crianças autistas sofrem de problemas na detoxificação com os níveis de energia e apresentam um aumento do estresse oxidativo. Esta diferença nutricional e metabólica são geralmente de acordo com outros resultados que foram publicados e são provavelmente suscetíveis a suplementação nutricional.
Seguem algumas das áreas especificas e os detalhes dos resultados do estudo e a minha discussão dos resultados.
Vitaminas
A biotina foi uma das vitamina com uma diferença significativa nas crianças. Era mais baixa em 20% nas crianças com autismo. B5, vitamina E, caratenóides haviam níveis mais baixos, provavelmente significativos nas crianças com autismo.
A necessidade funcional de algumas vitaminas (acido fólico e niacina) foi avaliada utilizando FIGLU e n-metilnicotinamida e os seus niveis eram um pouco mais baixos de maneira provavelmente significativa no autismo. Isso sugere uma maior necessidade de niacina e folato nas crianças com autismo
Minerais
O estudo encontrou no grupo autismo, níveis estatísticos significativamente inferiores de lítio porém níveis mais altos de ferro no sangue do grupo do autismo. 25% deste grupo tinha iodo e cálcio abaixo dos valores de referencia.
Sulfatação
O sulfato livre total no plasma (necessário para uma sulfatação adequada) era significativamente muito mais baixo nas crianças com autismo (28% e 65%).
O sulfato é necessário para uma correta sulfatação que compreende vários processos que usam enxofre no corpo, como exemplo a formação de sulfato glicosaminoglicano (GAG) no intestino para a sua integridade ou compostos desintoxicantes na fase II de detoxificação do fígado. O sulfato é usado em muitos processos biológicos e é necessário a ingestão de enxofre adeaquado seja no consumo alimentar como reciclado nos rins. O resultado deste estudo são comparados com aqueles da Dra.Rosemary Waring que encontrou baixos níveis de sulfato nas crianças autistas e em adultos com doenças autoimunes.
Metilação
O SAM-e (S-adenosilmetionina) é muito mais baixa nas crianças com autismo de forma acentuada. A uridina no plasma é significativamente muito mais alta nas crianças com autismo (+93%). A uridina é um biomarcador do estado da metilação: altos níveis indicam uma deficiencia na metilação.
SAM é o principal doador de metil nas reações de metilação, um processo importante para a metilação dos neurotransmissores, das proteínas e do DNA (expressão genética). A metilação influencia o metabolismo dos ácidos graxos, as reações alérgicas, a mielização, energia celular e outros ainda. É necessária uma metilação correta para que o corpo produza níveis adequados de glutationa.
ATP
O ATP é a fonte primaria de energia para o cérebro e o corpo. A SAM é convertida da metionina com adenosilmetionina transferase, que necessita de ATP. A metionina estava com níveis normais, mas o ATP era significativamente muito mais baixo no grupo do autismo. Os autores afirmam que baixos níveis de ATP são pelo menos em partes o motivo da diminuição dos níveis de SAM. O ATP é solicitado pelos rins para reabsorver o sulfato e reciclá-lo. A diminuição de ATP é um importante fator para a redução dos níveis de sulfato que se tem visto nas crianças com autismo.
Creio que os oxalatos possam ser um outro fator. Quando o sulfato é insuficiente, as células podem transportar os oxalatos ao invés dos sulfatos, impedindo o trabalho das mitocôndrias, que não produzem ATP bloqueando o metabolismo energético. Podendo assim criar um “circulo vicioso” onde é necessário adequar sulfato para produzir ATP e ATP é necessário para reciclar o sulfato. Venho observando benefícios com a dieta de baixo conteúdo de oxalato mas gostaria de ver mais estudos disponíveis e discutiir esta possibilidade.
Estresse Oxidativo
Foram encontrados níveis mais baixos de glutationa reduzida (GSH) no plasma de crianças com autismo. Todos os 3 marcadores do estresse oxidativo (glutationa oxidada (GSSG), a relação GSSG/GSH e a nitrotirosina plasmática)foram encontradas significativamente muito mais altas nas crianças autistas. O NADPH, um precursor do ATP, é necessário para reciclar o GSSG em GSH. I NADPH era substancialmente inferior no grupo do autismo. Estes resultados são coerentes com o estudo do Dr.Jill James, que encontrou baixos níveis de glutationa em crianças com autismo. A glutationa é indispensável para prevenir o estresse oxidativo. Além de antioxidante, auxilia na detoxificação, combate inflamação e agentes patogênicos.
aminoácidos no plasma
2 aminoacidos usados para construir os neurotransmissores foram encontrados em níveis significativamente diferentes dos de controle. O triptofano, um precursor da serotonina, era significativamente mais baixo no grupo do autismo ao invés disso, e o glutamato, um neurotransmissor excitatorio era muito mais alto. O triptofano baixo pode desenvolver depressão e insônia (falta de sono), enquanto o glutamato pode causar hiperatividade. Outras diferenças foram consideradas possivelmente significativas, como uma leve diminuição da tirosina e da fenilalanina e serina ligeiramente mais altas.
Intervenção dietética e integradores
Este estudo sustenta a utilização dietética no autismo (individualizado para cada criança). Existem muitos fatos preciosos que podemos recolher deste estudo como aplicar e adaptar a dieta e suplementos para o autismo.
Uma adequada administração de proteínas é fundamental para as crianças com autismo: a diminuição dos níveis de aminoácidos como triptofano, fenilalanina, taurina indicam muito provavelmente a necessidade de uma maior ingestão protéica ou de uma adequada digestão (provavelmente através da utilização de enzimas digestivas). Se pode pensar até na suplementação com aminoácidos isolados, em particular aqueles coerentes com a carencia individual. Por exemplo. Integradores de triptofano ou 5-HTP pode ser útil na presença de baixo triptofano e depressão.
Este estudo evidencia a necessidade para crianças com autismo de alimentos ricos em antioxidantes e a necessidade de assumir suplementos antioxidantes. Os alimentos ricos em antioxidantes como a vitamina A, C e E, assim como o zinco e selênio são importantes. Frutas, legumes, especiarias como a cúrcuma e alecrim, nozes, carne bovina alimentada com pasto, frangos caipiras ( animais sem hormônios e vacinas). Alimentos ricos em glutationa e seus precursores: brócolis e outras verduras crucíferas (brócolis, couve couve-flor, repolho), alho, cominho, canela e abacate.
A suplementação com BIOTINA, ACIDO FOLICO, VITAMINA B12 (metilcobalamina), GLUTATIONA lipossomal, SAM-e, LITIO, SULFATO e muitos outros nutrientes são importantes (em uma base individual) para as crianças com autismo.
as dietas Feingold e Failsafe eliminam salicilatos, amina e glutamato, substancias que requerem sulfatação e metilação correta para uma digestão adequada. Para as crianças com estas insuficiências bioquímicas, estas dietas poidem ser muito úteis.
A dieta de baixos conteúdos de oxalatos é muito útil para muitos dos meus pacientes com autismo. É necessário aprofundar melhor a relação dos oxalatos para o estresse oxidativo e os baixos níveis de ATP encontrados nas crianças com autismo. Para essas crianças, a dieta a baixo conteúdo de oxalatos pode se revelar particularmente útil.
Beneficios para o Autismo
Admiro muito os pesquisadores como o Dr.Jim Adams, cuja dedicação tem ajudado milhares de pais, nutricionistas e médicos a obterem informações úteis sobre como lidar com o autismo. Tenho realizado mais de 3 anos de pesquisa sobre intervenção dietética e suplementação nutricional e bioquímica do autismo e o uso de alimentos nutricionais e integradores para melhorar os sintomas.
Estes fatores consolida a convicção que “O AUTISMO É TRATAVEL” e a utilização da intervenção dietética e nutricional no autismo. Os NUTRICIONISTAS atualmente possuem mais uma ferramenta para se opor aos céticos que negam o provérbio de Hipocrates “Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio” e finalmente as indagações… existe algum estudo duplo-cego que demonstre as mudanças que a dieta propõe? Sim, existe!
Adams JB, Audhya T, McDonough-Means S, Rubin RA, Quig D, Geis E, Gehn E, Loresto M, Mitchell J, Atwood S, Barnhouse S, Lee W. Nutritional and metabolic status of children with autism vs. neurotypical children, and the associa tion with autism severity. Nutrition & Metabolism 2011 Jun 8;8(1):34.
Dra.Jaqueline Araujo
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SAM-e apóia as funções do cérebro através dos seus efeitos de metilação.
S-Adenosilmetionina (SAM-e) é a principal substancia doadora de radicais metil para a produção de neurotransmissores e geralmente é significativamente mais baixa nas crianças com AUTISMO. Metilação é uma reação química na qual um grupo metil (CH3 –) é introduzido numa molécula e é necessária para a produção adequada de todos os neurotransmissores e para a estabilização do DNA. Este processo de metilação onde o SAM-e é o produto final, necessita de doses adequadas de vitamina B6, B12 e ácido fólico.
De todas as substâncias que doam metil conhecidas nos metabolismo, a SAM é a mais importante.
A doação dos grupos metilenos afetam a função correta de vários processos metabólicos incluindo a função do cérebro, produção de energia e metabolismo do DNA. Neurotransmissores, substâncias envolvidas nas comunicações cerebrais de célula a célula, são os produtos das substâncias nas reações de metilação. Estes compostos incluem
L-dopa, dopamina, epinefrina e fosfatidil colina (componente da lecitina).

Estudos vem demonstrando que a acetil-L-carnitina, melhora a memória de curto e longo prazo, distúrbios de linguagem e habilidades motoras.
Acetil-L-Carnitina é um derivado da carnitina (componente normal do SNC e outros tecidos orgânicos) (neurotransmissor) que transmite os sinais atraves das celulas nervosas e é responsável pela aprendizagem e memoria. O Acetil-L-carnitina penetra melhor na barreira hematoencefalica que a L-carnitina tendo melhor efeito antioxidante no cérebro. Possui efeito cognitivo e protetor pois aumenta a produção de acetilcolina. A Acetil-l-carnitina é necessária para a transmissão adequada dos impulsos nervosos do cérebro para o sistema nervoso central (SNC). Sabe-se também da sua ação como agente neuroprotetor, protegendo contra o estresse oxidativo. Também é importante porque transporta os ácidos graxos essenciais de cadeia longa para as mitocôndrias onde são convertidos em adenosina trifosfato (ATP). Essas, fornecem energia para as células do corpo e sobretudo, fornece ATP neuronal (energia) para proteger os neurônios.

A importância da suplementação da fosfatidilserina no espectro do autismo
A fosfatidilserina melhora as funções cerebrais, aumentando o metabolismo das células, a concentrção, aprendizado e memória e tem sido um dos nutrientes mais estudados para enfrentar o declínio da capacidade cognitiva. Vários estudos tem estabelecido a importância da fosfatidilserina como nutriente que fornece uma base metabólica para a memória, aprendizagem, concentração e comportamento, atenuando o déficit de atenção bastante comum nos autistas.
Metais pesados e radicais livres gerados por poluentes ambientais, estresse emocional, deficiência de nutrientes, entre outros, podem danificar as membranas celulares causando comprometimento cognitivo. A fosfatidilserina retarda o processo degenerativo e melhora o funcionamento cognitivo.
Dra.Jaqueline Araujo
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Idebenona protege contra neurotoxidade de alguns aminoácidos no autismo.
A idebenona é uma variante da coenzima Q10, contendo todos os seus benefícios e muitos outros. Incluindo o reforço cognitivo.
Existem numerosos estudos em que a idebenona tem sido utilizado, e que mostraram uma melhoria na estrutura cerebral e seu funcionamento. Idebenona tem a capacidade de aumentar a produção de serotonina, um neurotransmissor que regula o sono, apetite e humor. Aumenta os níveis cerebrais do fator de crescimento do sistema nervoso, uma proteína que induz o crescimento de células nervosas. Também preserva a bainha de mielina, a camada de tecido adiposo que protege o sistema nervoso e mitocôndrias, onde os nutrientes transformam-se em energia. A idebenona protege os neurônios contra a neurotoxicidade alguns aminoácido excitatórios como o glutamato monossódico, aspartame, soja, glúten, caseína, intensificadores de sabor, entre outros. Alimentos com glutamato e aspartame podem provocar excitotoxicidade resulta da ativação excessiva da neurotransmissão glutamatérgica, onde pode ocorrer degeneração neuronal e a idebenona protege o cérebro deste processo de degeneração.
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A suplementação é fator essencial no tratamento do autismo
A vitamina A desempenha um papel central no desenvolvimento e diferenciação das células brancas do sangue, como linfócitos, que são essenciais para a resposta imune. Vitaminas C e E dependem de vitamina A, portanto, quando há deficiência de vitamina A, a base da imunidade fica comprometida. A necessidade de vitamina D, produz um resultado que os linfócitos, especialmente a nível pulmonar, não pode processar as vitaminas C e E, podendo levar a disfunção respiratória e um aumento a suscetibilidade à infecções. A vitamina D também é necessária para aumentar o fluxo de cálcio e fósforo, dois minerais essenciais para ossos saudáveis. Os rins produzem vitamina D3 e o fígado desempenha o papel fundamental do funcionamento da D3 no organismo. Quando estes órgãos estão comprometidos, se instaura um déficit metabólico generalizado.
Muitas crianças autistas tem deficiência das vitaminas B6 e B12, que são vitais para o bom funcionamento do cérebro e sistema nervoso. A vitamina B12 é um nutriente essencial para a saúde dos nervos e a construção de glóbulos vermelhos que transportam oxigênio pelo corpo. A carência da vitamina B12 pode causar o encolhimento do cérebro e também está associada a doença de Alzheimer. Evite a cianocobalamina que é a forma mais comum da B12 encontrada em farmácias e contém uma molécula de cianeto. Do ponto de vista toxicológico, a quantidade de cianeto presente em um suplemento multivitaminico comum de B12, é considerado pequeno e insignificante, mas não nos indivíduos AUTISTAS. Na verdade, o corpo precisa para eliminar esse componente através de sistemas de desintoxicação (a substancia glutationa é de fundamental importância neste processo) que no autismo são normalmente destruídas, arriscando de impedir a eliminação do cianeto. O suplemento seguro e eficaz de B12 é a metilcobalamina que deve ser manipulada na forma sublingual que é melhor absorvida e retida nos tecidos. A metilcobalamina é metabolizada pelo fígado, cérebro e sistema nervoso. Somente a metilcobalamina e a adenosilcobalamina são ativos como co-enzima no corpo humano e particularmente em indivíduos AUTISTAS.
O papel dos hormônios também é importante, o estrogênio protege o cérebro feminino de ser danificado da intoxicação por metais pesados (incluindo baixos níveis de vitamina D). A testosterona, hormônio sexual masculino, aumenta a toxicidade de metais pesados e isso poderia ser uma explicação porque o AUTISMO é mais estatisticamente (4.1) significantes em homens que em mulheres. Alguns sintomas do AUTISMO poderia ser causado por uma variação quantitativa em uma das enzimas que metabolizam a vitamina D. Grande parte das crianças autistas apresentam deficiência desta vitamina e do seu precursor, o colesterol e talvez por isso, quando suplementamos, alguns sintomas melhoram.
A vitamina C é necessária para a sintese de colágeno, a substancia intercelular que age como “concreto”, dando estrutura aos músculos, tecido vascular, ossos, tendões e ligamentos. A vitamina C também é capaz de regenerar a vitamina E, mas não quando os níveis de vitamina D3 estão diminuídos. A vitamina E é um antioxidante que captura os radicais livres e impede a destruição das reações em cadeia lipídica, mantendo a integridade das membranas celulares. Após as reações com os radicais livres, a função antioxidante da vitamina E se perde e a vitamina C entra em ação podendo regenerar os níveis de vitamina E.
Os metais pesados podem acabar rapidamente com o zinco e o selênio no organismo. Esses minerais são essenciais para a produção de glutationa (antioxidante primário do nosso corpo). Isso provoca uma reação em cadeia que pode causar danos ao fígado, diabetes, câncer e a longo prazo, insuficiência cardíaca.
A tireóide é a chave para a saúde global, ela produz os hormônios T3 e T4 (átomos de iodo) e o iodo ajuda a regular todo o metabolismo do corpo. Precisamos cerca de 150mg por dia, sendo que 80% vem da conversão de T4 em T3 no fígado. Algumas vacinas aumentam a toxicidade de metais pesados e neutralizam esta função metabólica, causando danos aos processos de metilação. A metilação auxilia a criança em uma fase critica do desenvolvimento inicial que envolve a viabilidade celular. É como uma chve “liga-desliga”, que permite ao corpo aprender as mudanças ambientais. É a única via celular que produz efeitos seja na adaptabilidade que na integridade estrutural do organismo.
As mitocôndrias são as baterias das células do nosso corpo, tem papel importante no controle da vida e da morte de uma célula. Consequentemente a disfunção mitocondrial, leva a uma variedade de doenças. Estes antioxidantes primarios são todos interdependentes, sem o qual o metabolismo básico é seriamente comprometido, a tal ponto que a sua falta pode ser um sinal distintivo de AUTISMO. A reação em cadeia que atinge os 7 principais antioxidantes do corpo, todos essenciais Para a regulação do metabolismo geral, do fígado, dos rins, da tireóide, da metilação e da função mitocondrial que geralmente é neutralizada nas crianças com AUTISMO pode ser uma seqüela da prova de toxicidade dos metais pesados.
Drª. Jaqueline Araujo
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