crianca autista | Autismo e Nutrição

Sorvete de chocolate super cremoso sem leite e sem ovos

On 1 de agosto de 2010, in Receitas, by jaqueline
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sorvete de choco sem leite e ovos

Além de ser delicioso e ter pouco açúcar, duvido que sua criança ou até mesmo você tenha experimentado um sorvete tão nutritivo e feito com um ingrediente tão inesperado: Abacate!

O abacate confere uma textura muito cremosa que desmancha na boca sem deixar sabor residual e é uma rica fonte de folato, vitamina A e potássio. O abacate tem mais proteína que qualquer outra fruta, cerca de 2 g para cada porção de 110 g. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. Seu único inconveniente é o alto teor calórico proveniente da sua gordura, devendo ser consumido com moderação para quem está acima do peso.
Geralmente quando falamos em gordura, parece que estamos falando de alimentos altamente prejudiciais a saúde e isto não corresponde a realidade.
O abacate é rico em gordura monoinsaturada, a mesma do azeite de oliva, que contém ácido oléico, seu principal componente e que defende as artérias da gordura oxidante do mau colesterol – LDL – tendo efeito destruidor sobre elas.

Então, vamos logo a esta maravilha!!

Ingredientes:

- 8 tâmaras sem caroço deixadas de molho em 1/4 de xícara de água;
- 2 abacates médios maduros;
- 1/2 xícara de glicose de mandioca da yoki ou nectar de agave;
- 200 ml de leite de coco;
- 5 colheres das de sopa de chocolate em pó;
- 2 colheres das de chá de açúcar vanille ou vanilina (encontrado em lojas de material para confeitaria) ou extrato de baunilha.

Modo de fazer:

1º Bata as tâmaras com a água no liquidificador. Adicione os outros ingredientes e bata até obter um creme uniforme.
2º Transfira este creme para a sorveteira  e bata por meia hora. Querendo um sorvete mais consistente, leve ao freezer por mais 3 horas.,

Obs: Caso não tenha uma sorveteira, você pode servir como um creme gelado. Fica com textura parecida com o Danete.

Fonte: Cozinha Sem Glúten e Sem Leite by Claudia Marcelino is licensed under CC BY-NC-SA 2.5

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alimentos autismo

Por Natasha Campbell McBride (traduzido por Cláudia Marcelino do site Autismo em Foco)

A Dra. Natasha é pediatra, pesquisadora da Universidade de Cambridge em neurologia e nutrição, tem um filho com TEA e escreveu um livro: “Gut and Psychology Syndrome: Natural Treatment for Autism, ADD/ADHD, Dyslexia, Dyspraxia, Depression, Schizophrenia”, ” O intestino e as Síndromes psicológicas: Tratamento Natural para Autismo, TDAH, Dislexia, Dispraxia, Depressão, Esquizofrenia”.

Uma dieta livre de glúten e caseína é bastante conhecida e tem bases científicas sólidas por trás. No entanto, existe muito mais que você pode fazer pela nutrição de seu filho, do que simplesmente cortar glúten e caseína.

Eu acredito na natureza. A natureza nos fez e ao mesmo tempo nos provem com todo tipo de alimento necessário para nos alimentar e nos manter saudáveis, ativos e cheios de energia. Nós devemos consumir esses alimentos da forma em que a natureza os proporciona. É quando começamos a adulterar esses alimentos, é que começamos a ter problemas. Qualquer processo a que submetemos o alimento, muda a sua estrutura química e biológica. Nossos corpos não foram planejados para consumir alimentos modificados. Quanto mais o alimento é processado, mais quimicamente alterado e com menos nutrientes eles ficam. Além de perder o seu valor nutricional, alimentos processados perdem as suas principais características de sabor e cor. Então, para compensar, várias químicas são adicionadas: enriquecedores de sabor, corantes e todos aqueles aditivos e preservativos, que finalmente tem sido mostrados como coadjuvantes nos problemas de aprendizado, desordens psiquiátricas e outros problemas de saúde. Se nós olharmos atentamente as prateleiras de supermercados, nós vamos perceber que a maioria dos alimentos processados são carboidratos. Todos aqueles cereais matinais, biscoitos, pães, massas, chocolates, doces, geléias, açúcares, frutas em calda, alimentos pré-cozidos cheios de misturas, são carboidratos altamente processados.

Todo carboidrato da alimentação ao ser digerido se transforma em glicose. A natureza nos provém com uma grande quantidade de carboidratos na forma de frutas, vegetais e cereais. Quando nós os ingerimos em sua forma original, esses carboidratos são absorvidos vagarosamente produzindo um aumento gradual da glicose no sangue, o qual o nosso corpo foi planejado suportar. Carboidratos processados são absorvidos muito rapidamente, produzindo um rápido aumento da glicose no sangue. Agora, a glicose no sangue é um daqueles fatores onde o nosso corpo produz picos bioquímicos para lidar com a situação porque seus valores altos ou baixos são perigosos. Um aumento rápido de glicose no sangue é chamado hiperglicemia, coloca o pâncreas em estado de choque para bombear muita insulina rapidamente pra lidar com esse aumento. Como resultado, depois de uma hora a pessoa chega a um nível muito baixo de glicose sanguínea, chamado hipoglicemia. Algum de vocês já percebeu que após ingerir um desses cereais matinais no café da manhã, após 1 hora estão com fome de novo? Isso é hipoglicemia. E o que essas pessoas geralmente fazem nessas horas em que estão com fome? Comem biscoitos, uma barra de chocolate, um café ou qualquer coisa parecida e todo ciclo de hiper/hipo glicemia começa novamente. Essa ciranda de glicose alta e baixa no sangue é extremamente perigosa para todo mundo, podemos deixar de lado um pouco a nossa criança autista. Tem sido provado que muito da hiperatividade, agressividade e outros problemas comportamentais em crianças de idade escolar, são resultados da ciranda de glicose. A fase hiperglicêmica produz as tendências de hiperatividade e auto-estimulação em nossas crianças, enquanto na fase hipoglicêmica eles se sentem mal, geralmente com dores de cabeça, mau humor, furor ou fadiga geral com suor excessivo. Muitos alimentos já foram apontados pelo seu índice glicêmico – um indicador de como esses alimentos podem aumentar a glicose no sangue depois de ingeridos. Carboidratos processados incluindo o açúcar, alcançaram os maiores índices glicêmicos, assim como o arroz branco, batatas, cenouras cozidas e ervilhas cozidas. É melhor dar aos autistas carboidratos com baixos índices glicêmicos – frutas e vegetais crus e alguns cereais integrais cozidos e preparados por você mesmo. Frutose tem um baixo índice glicêmico.

Outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea “envenenando” literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais “intoxicado” ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes:  o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas – em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica para todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave para controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2. Vamos dar uma olhada nas várias formas desses carboidratos processados. Vamos começar com os cereais matinais. Eles são considerados saudáveis, não são? Infelizmente a verdade é justamente o contrário. Cereais matinais são carboidratos altamente processados, cheios de açúcar e outras substâncias. Eles tem um alto índice glicêmico e são péssimos para o equilíbrio da flora intestinal. A fibra desses alimentos é cheia de fitatos – substâncias que se ligam aos minerais essenciais e os colocam para fora do sistema, contribuindo para a deficiência mineral. Não tem nada de saudável neles para uma criança autista. Salgadinhos e aperitivos (incluindo a pipoca), um hit nas dietas das crianças hoje em dia, também são carboidratos processados com alto índice glicêmico. Mas isso não é tudo sobre esses alimentos. Eles são saturados de gorduras vegetais que foram aquecidas a alta temperatura. Qualquer óleo que tenha sido aquecido,  passa a adquirir substâncias chamadas ácidos trans. Esses são gorduras insaturadas que foram alteradas quimicamente. O que essas gorduras fazem é tomar o lugar do ômega3 e do ômega6 na estrutura da célula, tornando-as incapacitadas. Consumir gorduras trans, vai aumentar a atividade de Th2 e enfraquecer a imunidade de Th1. Como você deve se lembrar, a imunidade de Th1 em crianças autistas já é baixa e Th2, já é super ativada.

Trigo. A dieta livre de glúten é amplamente recomendada  e muitas famílias com filhos autistas a avaliam como uma grande ajuda. Mas, vamos dar uma olhada no trigo como um todo, com ou sem glúten. Ninguém compra os grãos de trigo para cozinhá-lo em casa. Nós compramos alimentos feitos de farinha de trigo. A farinha chega as padarias por  exemplo, em embalagens pré-prontas de misturas variadas para pães, biscoitos e tortas. Essas misturas já foram processadas e perderam os melhores nutrientes. Depois elas são “enriquecidas” com preservativos, pesticidas para manterem os insetos  longe, substâncias químicas para prevenir a absorção de umidade, corantes e flavorizantes, amaciantes, somente para mencionar um pouco deles. Depois o padeiro fabrica pães, tortas, bolos, biscoitos… cheios desses coquetéis químicos para nós comermos. Os produtores rapidamente produziram as misturas sem glúten e fizeram os produtos livres de glúten. Então, você vai consumir todos os carboidratos processados com todos esses aditivos químicos nele, mas só que agora livre de glúten. Uma vez consumido, um pedaço de pão branco se transforma numa massa grudenta, que alimenta parasitas, bactérias patogênicas e fungos no intestino, contribuindo para o aumento da toxicidade que sua criança já tem. Eu acredito firmemente, que uma criança autista não deve consumir trigo de nenhuma maneira ou forma. Trigo é uma matéria-prima do mundo ocidental e também o causador nº1 de alergias e intolerâncias alimentares.

Açúcar e nada que seja feito com ele. Açúcar é comumente chamado de “a morte branca”. Ele merece 100% desse título. O consumo de açúcar no mundo cresceu em enormes proporções no último século. É estimado que uma pessoa ocidental comum  consuma uma média de 73 a 92kg dessa substância artificial em um ano. Açúcar está em todo lugar e é difícil encontrar qualquer alimento processado que não o tenha. Mesmo deixando de lado o sobe/desce de glicose no sangue e o efeito nocivo que ele causa no intestino, já foi mostrado que ele age mal diretamente no sistema imune (o qual já é comprometido nas nossas crianças). No topo de todas as questões, para lidar com o consumo exagerado de açúcar, o corpo tem que  usar os minerais disponíveis, as vitaminas e as enzimas em níveis alarmantes, terminando em tornar-se enfraquecido dessas substâncias. Uma criança autista não deveria consumir açúcar sob forma alguma. Bolos, doces e outras guloseimas são feitos com açúcar e trigo, como seus principais ingredientes, adicionados de várias outras químicas como corantes, preservativos, flavorizantes… Não precisa dizer que isso tudo deveria estar fora da dieta da criança (com ou sem glúten). Para os aniversários e outras ocasiões raras, podemos fazer bolos caseiros feitos com mel ao invés de açúcar e farinha de amêndoas (ou qualquer outra castanha moída). Eu recomendo o livro de Elaine Gottschall, “Breaking The Vicious Cicle”. Ele tem ótimas receitas assim como ótimas dicas de nutrição.

Refrigerantes são umas das maiores fontes de açúcar na dieta de uma criança, para não mencionar todos os aditivos químicos. Sucos de frutas são cheios de açúcar processado e fungos. Ao menos que seja de fruta fresca, eles também não devem fazer parte da dieta de sua criança.  Aspartame,  um repositor do açúcar em muitas bebidas, foi descoberto que é cancerígeno e deve ser evitado. Ele é convertido em metanol no nosso corpo. Metanol é muito bem conhecido como um veneno. Água mineral ou água filtrada com uma fatia de limão é a melhor bebida para nossas crianças. Beber água tratada com cloro futuramente irá comprometer a flora intestinal de sua criança, simplesmente porque o cloro está lá para matar bactérias em primeiro lugar. Resumindo, uma criança autista não deveria ter alimentos processados na sua dieta. Toda comida deveria ser apresentada-as da forma mais próxima da natureza possível. Peixes frescos, carnes frescas, ovos frescos, castanhas e sementes, alho e azeite extra  virgem, quinua, devem ser preparados em casa com complementos também frescos.

Frutas e vegetais deveriam ser comidos crús quantas vezes possível na forma de saladas, sticks, pedaços… Frutas frescas e vegetais não são apenas uma boa fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e outros nutrientes, eles são também uma excelente fonte de enzimas vitais, as quais as crianças autistas tem falta. Essas enzimas são essenciais na desintoxicação do corpo. Comer vegetais crús com carnes vai dar um suporte na digestão das carnes e dos cereais. Vegetais e frutas cozidos perdem muito dos seus valores nutricionais: enzimas e vitaminas são destruídas, carboidratos mudam a sua estrutura. Cenoura, pepino, couve-flor, brócolis, aipo são deliciosos na forma de palitos com um molho de maionese; abacate amassado com bastante azeite extra  virgem e um pouco de suco de limão. Abacate é uma fruta maravilhosamente nutritiva e deveria fazer parte regularmente da dieta de seu filho. Falando sobre frutas, existe muita confusão nessa área. Você não pode transferir achados  laboratoriais científicos feitos com um nutriente isolado para um pedaço de alimento, feito pela natureza. Existem vários exemplos para ilustrar esse ponto de vista. A propósito, nós todos sabemos que a cianida é um veneno. Entretanto, ela é uma parte importante da molécula da vitamina B12 e todos nós sabemos, que nós não podemos viver sem a vitamina B12. Outro bom exemplo é o leite de peito. Leite de peito tem uma grande quantidade de caseína. Entretanto, é um dos melhores alimentos para crianças autistas. Todos os pais reportam o quanto as suas crianças  se desenvolvera normalmente enquanto só eram alimentadas com leite de peito. Na verdade, no 5º tópico do “Autism File” tem um artigo nomeado “O milagre do leite de peito”, onde uma mãe conseguiu um enorme desenvolvimento do seu menino autista ministrando-lhe leite de peito (felizmente, ela estava amamentando seu bebê mais novo nesta época). Eu não acredito em limitar as frutas na dieta de uma criança. Um fato importante para lembrar, no entanto, é de prover a maior variedade de frutas possíveis e não cair na armadilha de comer bananas todos os dias. Frutas silvestres frescas ou congeladas deveriam ser comidas sempre que possíveis. Lembre-se, nada de açúcar para acompanhar! Dentre várias substâncias benéficas, contém nitrilosides, essencial para a desintoxicação do corpo. Abacaxi irá lhe prover de enzimas proteolíticas, a qual nossas crianças tem falta. Frutas devem ser consumidas sozinhas, nunca com as refeições, como elas tem um padrão de digestão muito diferente, elas podem dificultar o trabalho do estômago. Sirva frutas como lanche entre as refeições com suas cascas e sementes (peles e sementes tem um grande valor nutricional). Nunca cozinhe frutas!

Carnes, peixes, aves domésticas, carnes orgânicas e ovos caipira deveriam  ser a maior parte da alimentação da sua criança. Eles devem ser comprados frescos, ou os orgânicos, e cozidos em casa. Carnes, peixes e ovos são as maiores fontes de nutrientes para nós, seres humanos. Ao contrário do que popularmente se acredita, a maioria das vitaminas, dos minerais, dos aminoácidos e gorduras essenciais vem da carne, peixe e ovos. Os alimentos vegetais, como os cereais, verduras e vegetais, são cheios de vitaminas e minerais, mas a bio disponibilidade desses alimentos para nós humanos, é muito menor do que nas fontes animais. Nós não somos ruminantes, que tem bactérias especiais no estômago para digerir plantas. O nosso trato digestivo foi desenhado para consumir amplamente as carnes. Os esquimós por  exemplo, vivem basicamente de peixe, carne e gordura animal. Eles são comprovadamente um dos povos mais saudáveis do planeta.

Ovos frescos merecem uma explicação mais detalhada. De acordo com a sua facilidade em ser digerido e absorvido pelo intestino humano, o ovo é o único alimento que pode ser equiparado ao leite de peito. Gema de ovo cru  é uma das maiores fontes de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais da forma mais pura possível. Você deve ter um fornecedor seguro de ovos caipira. A clara deve sempre ser cozida, pois consumi-la crua pode bloquear a síntese de biotina no intestino. Mas a gema é melhor crua! No entanto, se você se sentir inconfortável em comer gema crua, então cozinhe da forma que desejar. É melhor comer gemas cozidas do que não comê-las de forma alguma.Dois ovos no café da manhã irá prover sua criança com muitas vitaminas, incluindo vitamina B, A, E e D, assim como também com todos os aminoácidos que nossas crianças são deficientes. Ao invés de cereais matinais no café da manhã, dê a elas dois ovos (pochê, mexidos, cozidos ou de qualquer outra maneira) com caldo de carne puro, cebolas fritas ou vegetais crus  de todas as formas. Regue com uma boa quantidade de azeite extra-virgem  e sirva. É importante você usar muita cebola e alho quando estiver cozinhando. Cebola tem muitas propriedades imuno-estimulantes, cozida ou crua. Alho é conhecido por ter propriedades anti-fungicas, anti-parasíticas anti-virais assim como habilidades para estimular o Th1. No entanto, essas propriedades são destruídas facilmente ao serem cozidos. Esta é a razão de adicioná-lo aos alimentos somente no final da cocção (3-4 min antes de desligar o fogo). Adicione alho crú as saladas e pratos já preparados. Para começar, você pode somente esfregar um pouco de alho no fundo do prato de seu filho antes de por a comida. Conforme o seu filho for se acostumando ao gosto do alho crú, lentamente vai introduzindo mais quantidade. Comer alho crú ou cozido regularmente, vai fazer muito bem a ele ou ela.

Óleo de oliva tem muitas propriedades parecidas com as do alho assim também como é uma excelente fonte de ácido oleico – um ácido graxo essencial monoinsaturado, que vai incrementar  o braço de Th1 do sistema imunológico de seu filho. Certifique-se de que ele seja prensado a frio e virgem e use-o bastante nos pratos prontos. Não é uma boa idéia cozinhar com ele, pelo fato dele ter muita quantidade de ácidos graxos insaturados que iram se transformar com o calor em perigosas gorduras trans. É melhor cozinhar com gorduras que não insaturam como, ghee (um tipo de manteiga muito pura usada por chefes de cozinha da culinária francesa), óleo de côco, porco, simplesmente porque elas não alteram suas estruturas quando são aquecidas. Elas podem até serem reutilizadas. Nós precisamos muitos de gorduras saturadas na nossa alimentação. O ponto importante aqui é que nós devemos consumir gorduras naturais. Por exemplo, manteiga é muito mais saudável do que qualquer substituto sintético. Todo óleo vegetal foi aquecido a altas temperaturas no processo de produção e estão de cheios de gorduras trans. Consuma gorduras que a natureza nos proporciona que você não estará errado. Eu gostaria de enfatizar que a criança autista necessita muito de gorduras naturais. Deixe-a comer a gordura das carnes, a pele do frango, muito azeite ao servir os seus pratos, ministre-a um bom óleo de bacalhau ou qualquer outra fonte de ômega3 com ácidos graxos essenciais EPA/DHA todos os dias. Ácidos graxos ômega3 encontrado em peixes de águas geladas reduz o IL-6 (a citikina Th2) a imunidade de Th1. Ao contrário do que acreditam, a gordura é a principal fonte de energia do corpo humano. O cérebro e todo o restante do sistema nervoso são feitos de gordura.

O que falar dos cereais? Os cereais geralmente são muito indigestos, particularmente para um sistema digestivo que já não é muito bom. Crianças autistas não tem um sistema digestivo saudável então trigo, aveia, centeio, arroz, milho, particularmente os processados, devem ser mantidos fora da sua dieta. No entanto, existem alguns cereais os quais comidos uma ou duas vezes na semana, podem ser benéficos. Estes são o trigo sarraceno, painço e a quinua. Eles têm relativamente uma alta porcentagem de proteínas e não são processados a um mesmo nível dos outros cereais. Trigo sarraceno e painço em particular têm substâncias chamadas nitrilosides, que são essenciais para o processo de desintoxicação do organismo. Existem mais de 1500 alimentos que contém nitrilosides. Os mais importantes são: sementes de damasco, sementes de pêssego, sementes de uva, sementes de maçã, amoras, morangos, brotos e nozes macadâmia. Não se esqueça que cereais são basicamente constituídos de amido, o que irá alimentar a colônia de Cândida no intestino e possivelmente outras bactérias também. Esta é a razão de até estes ótimos cereais serem eliminados na dieta até a flora intestinal melhorar.

Castanhas e sementes são ótimas fontes de muitos nutrientes. Elas são as melhores fontes de magnésio, zinco, selênio e outros minerais essenciais na sua forma mais natural e disponível, que toda criança tem falta. Evite os amendoins, ao menos que você os compre com cascas. Todas as castanhas são melhores quando compradas nas suas cascas e quebradas somente na hora de comê-las. Desta forma elas são excelentes formas de ácidos graxos essenciais e estão livres de mofos e fungos. Você pode utilizar castanhas moídas para fabricar o seu próprio pão, panquecas e bolos. Nozes e sementes deveriam fazer parte regular da dieta de seu filho.

Não é fácil persuadir as crianças a se alimentarem de uma forma saudável. A maneira mais fácil que encontrei para introduzir novas comidas na dieta de meu filho foi colocá-las calmamente na frente dele enquanto assistia TV. Tudo fica muito mais fácil quando ele está absorvido pelos programas de televisão. A ABA também tem boas maneiras de introduzir novos alimentos. Isso tudo pode parecer completamente enfadonho e cansativo, mas o que é fácil com nossas crianças?! Então, por favor, não fique desapontado com as falhas, persevere. Afinal de contas você está fazendo uma mudança de vida. Então siga a sua estrada devagar, no ritmo que você e seu filho precisam. Se jogar de cabeça em coisas que você não domina é um passo para o fracasso. Introduza os alimentos um de cada vez, desenvolvendo a sua própria maneira de fazê-los e serví-los. Lembre-se que a regra nº 1 é cozinhe tudo o mínimo possível, não cozinhe nada que possa ser comido crú.

Um probiótico eficiente, vai ajudar a seu filho digerir e absorver a boa alimentação que você preparou pra ele. Eu acredito que esta dieta irá providenciar a nutrição que seu filho tanto precisa como merece.

Boa sorte!

A nutrição envolve 4 conceitos: ingestão, absorção, metabolização e excreção. Somos o que comemos, mas não somente o que comemos, porque também somos o que absorvemos, metabolizamos e excretamos. A nutrição funcional, por sua vez, envolve a letra R em 4 situações: Repor (déficit de nutrientes),Remover (excesso de poluentes), Reparar (consertar furos nos intestinos gerados por inflamação) e Reinocular (equilibrar a flora intestinal saudável contra a patogênica).

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Não deixe ninguém lhe falar que autismo é incurável!

On 25 de outubro de 2009, in Informação, by jaqueline
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Natasha Campbell McBride

MEU FILHO

Por Natasha Campbell McBride

A Dra. Natasha Campbell McBride é uma renomada neurologista, também com pós-graduação em nutrição, que reside e atende em Cambridge Nutrition Clinic , Inglaterra com seu marido e seu filho diagnosticado com autismo, que nasceu no outono de 1992. Sua clínica trata crianças autistas do mundo todo e atualmente ela está trabalhando em um livro sobre o assunto, com tratamentos que têm efetivamente funcionado. Este texto foi escrito em fevereiro de 2003.

Meu filho tem 10 anos. Ele estuda numa escola especial e vem se saindo muito bem. Suas conquistas acadêmicas são perfeitamente compatíveis com sua faixa etária, se bem que matemática não é seu ponto forte. Ele pode ser meio “pateta” no que se refere a relacionamentos sociais, mas ele tem amigos e as crianças em geral gostam muito dele. Ele é infantil e hiperativo em algumas ocasiões, mas por vezes mostra uma maturidade incrível. Seu linguajar é impressionante, com um vocabulário acima da média para a idade e ele adora escrever poesias e estórias curtas. Ele está aprendendo piano e tem se saído muito bem, particularmente compondo a própria música. Ninguém pode jamais suspeitar o que essa crianças e seus pais enfrentaram. Ninguém que o conheceu agora, pensaria por um instante em ligá-lo de alguma forma com o autismo. Isso é agora. Me pediram para rever o passado e descrever como chegamos a isso. É sempre doloroso para uma mãe relembrar anos de desespero e trabalho tão duro com uma criança autista. É particularmente doloroso dar-se conta das inúmeras coisas que você fazia errado. Se nós ao menos soubéssemos naquela época o que sabemos agora! Se nós ao menos tivéssemos feito isso ou aquilo quando ele era menos, quem sabe ele tivesse se desenvolvido de outra forma! Entretanto eu não me arrependo nem por um momento de ter feito parte da jornada de aprendizado mental e espiritual pela qual meu filho me levou. Quando ele nasceu eu era uma médica especializada em neurologia com 7 anos de experiência profissional. Mas como bem dizem, os médicos são sempre os piores pacientes. Quando acontece algo com seu próprio filho, você se torna teimoso e cego como qualquer outro pai. Além de tudo, como os pais de autistas acabam descobrindo, os médicos sabem muito pouco sobre autismo. Eles são ensinados como diagnosticar, mas sobre o tratamento adequado a medicina convencional nada tem a oferecer. Pelo contrário, é um inferno vê-los tentar convencer a você de que não há nada a fazer e qualquer outra opinião é pura bobagem. Por isso, ser médica, neste caso, para mim não foi vantagem alguma. Nosso filho foi diagnosticado como autista aos 3 anos de idade. Após o choque inicial, meu marido e eu procuramos aprender o máximo possível sobre autismo. Naqueles tempos não havia muita informação disponível sobre o assunto como há agora, mas pelo menos havia alguma coisa que dava esperança ao nosso filho. Eu me lembro de alguém que nos deu o telefone de um tal Dr. Rimland, na Califórnia. Nós tivemos uma longa conversa com ele e o resultado foi que nosso filho ingressou num programa “A B A” (nota da Pat: A B A = Applied Behavior Analysis, uma das mais importantes técnicas utilizadas no tratamento do autismo) aos 3 anos e meio. Ao mesmo tempo ele começou a tomar “DMG” (nota da Pat: DMG = dimetilglicina, um remédio que tecnicamente pode ser classificado como um alimento, e que em alguns casos traz muito bons resultados). A conversa com o Dr. Rimland foi como um raio de sol nas nossas vidas. Ele era uma pessoa que sabia tanto sobre autismo e estava preparado para dividir seus conhecimentos conosco. Aqui estava um pai de um autista que não aceitou o posicionamento oficial sobre autismo e dedicou sua vida inteira atrás de mudar conceitos. Eu tenho certeza de que milhares famílias ao redor do mundo serão eternamente gratas a este homem. Eu quero acrescentar a minha família a esta lista. Desde o seu início, o programa A B A estava operando verdadeiros milagres no nosso filho. Eu nunca vou me esquecer do nosso primeiro encontro com nossa consultora A B A, que veio dos Estados Unidos para nos ver na Inglaterra. Ao final de dois exaustivos dias  de treinamento ela nos disse que esperava ver nosso filho falar pequenas sentenças em apenas 3 meses. Todos nós, inclusive nossos 5 profissionais de saúde encarregados do tratamento do nosso filho, pensávamos que ela estava sonhando porque nosso filho não falava absolutamente nada e seu entendimento do que falávamos era bastante duvidoso. Mas para nossa grata surpresa, ela estava certa! Nós meticulosamente gravamos em vídeo todo este período do nosso filho. Em 3 meses nós éramos perfeitamente capazes de manter uma conversação com ele. Conforme nosso filho ia avançando no programa A B A, eu dediquei todo meu tempo aprendendo mais e mais sobre biologia, bioquimica e nutrição no autismo. Era claro para mim que o fato de nosso filho ser tão enjoado com comida – resultado: tinha uma dieta muito pobre – estava relacionado ao seu autismo. Eu voltei para a universidade e peguei um mestrado em ciências de nutrição humana. Eu dediquei atenção particular nas patologias do sistema digestivo e como tratá-las naturalmente. A razão do meu interesse era o fato do sistema digestivo do nosso filho quase nunca ter funcionado normalmente até então. Começando no dia em que introduzimos os primeiros alimentos sólidos, nós atravessamos períodos de constipação grave que se alternava com constantes diarréias. Novamente as consultas com a medicina convencional se mostravam decepcionantes. À parte das drogas convencionais, para tratar os sintomas e repletas de efeitos colaterais, não podíamos oferecer nada ao nosso menino que aliviasse seus problemas digestivos, constantes candidíases e uma tremenda dificuldade com alimentação. Ao mesmo tempo, estava claro para mim que seu sistema imunológico encontrava-se em total desarranjo graças à sua dieta tão pobre. Como muitas crianças autistas, ele passou por infecções de ouvido, infecções respiratórias, impetigo e sapinho (candidíase) causado por fungos. E é claro que tudo o que meus colegas médicos ofereciam eram antibióticos e mais antibióticos. Baseada no conhecimento que acabara de adquirir, eu mudei completamente a dieta dele. Nossa consultora A B A nos auxiliou a desenvolver uma sistemática para introduzir novos alimentos a nosso filho. Sem essa sistemática teria sido impossível mudar a sua dieta, uma vez que ele era tão enjoado para comer. Examinando dietas bem-sucedidas em crianças com severos problemas digestivos como colite ulcerativa, doença de Crohn e má nutrição crônica, eu me dei conta de que introduzir, única e simplesmente, uma dieta isenta de gluten e caseína não seria o suficiente para meu filho. Então trabalhei para desenvolver uma opção ainda mais natural e mais focada, mas que também excluísse glúten e caseína. O resultado foi fantástico, como se alguém tivesse retirado uma nuvem tóxica do cérebro de meu filho! Ele estava muito mais calmo e muito mais apto a aprender. Seu contato visual melhorou tremendamente e muito da auto-estimulação (nota da Pat: auto estimulação = sintoma muito característico do autismo, no qual o indivíduo fica se tocando ou se batendo com a mão) desapareceu. Nessa mesma fase, introduzimos também uma forte terapia probiótica. Não havia dúvidas de que sua flora intestinal era anormal. Desde muito cedo eu tentei dar a ele diversos tipos de probióticos, disponíveis no mercado, com nenhum resultado especial, até que eu achei uma fórmula que funcionava. Era potente o suficiente para curar seu sistema digestivo de tal forma, que podíamos até nos dar ao luxo de fugir da sua dieta restrita vez ou outra sem problema algum. Ao memso tempo essa terapia deu uma bela levantada no sistema imunológico do nosso garoto de tal forma, que agora eu já não me lembro do último resfriado que ele teve. Agora ele parece a própria imagem da saúde, com bochechas rosadas e olhos radiantes e ele é cheio de energia! Desde então eu desenvolvi minha própria fórmula de probióticos, que tem funcionado muito bem com crianças autistas e pessoas com problemas digestivos ou problemas de imunidade. É impossível superestimar o tamanho da guerra de uma família contra o autismo. Eu presenciei algumas situações muito tristes, quando um dos pais tenta de todas as formas ajudar seu filho autista e não recebe apoio algum do parceiro. Tratar uma criança autista é uma tarefa hercúlea e as famílias unidas normalmente apresentam maiores taxas de sucesso. Eu gostaria de dizer que o que alcançamos para nosso filho, alcançamos juntos, meu marido e eu. Sem o apoio constante do meu marido em todas as áreas possíveis para ele, eu não teria sido capaz de fazer nem metade do que fiz até hoje. Nosso filho tem muita sorte de ter um pai tão excelente, e que se orgulha dele. Uma boa parcela do sucesso no tratamento do autismo se deve ao fato de os pais de crianças autistas conversarem muito entre si. É daí que nós, pais, extraímos força e inspiração para levar a tarefa adiante. O nosso sucesso se torna fonte de inspiração para inúmeras outras famílias que me procuram e que estão tentando seguir o mesmo caminho que nós trilhamos. Tendo visto inúmeras famílias, dos mais variados países do mundo, eu nunca me canso de admirar sua força e determinação na tentativa de ajudar suas crianças. Eu aprendi muito com todos eles e com suas experiências. Há alguns meses atrás, ao final de uma consulta um dos pais olhou para mim e perguntou num tom consternado: “Você não escreveu um livro ainda?” A isso se seguiram inúmeros pais fazendo o mesmo pedido: eu deveria escrever um livro sobre autismo. Eu estou trabalhando nele agora (Nota Este texto é de 2003 – hoje o livro já está publicado e é um enorme sucesso). Eu sinto que é minha tarefa dividir meu conhecimentos e minha experiência clínica acumulada ao longo de todos esses anos graças ao meu filho e a tantas outras famílias com filhos autistas que eu conheci. Eu espero também que a minha experiência ajude outros pais a evitar os erros que eu cometi. Nós todos podemos aprender com nossos erros, mas o tempo é precioso para as nossas crianças. Quanto mais cedo começarmos a ajudá-los da forma correta, melhor as chances deles se recuperarem completamente do autismo. Eu acredito que toda criança autista tem uma chance, quando dada a ajuda adequada.

E não deixe ninguém lhe falar que autismo é incurável!

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Entrevista com Drª. Simone Pires sobre Autismo

On 23 de outubro de 2009, in Vídeos, by jaqueline
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Entrevista com Drª. Simone Pires – Médica Dan. Excelnete profissional e um ser humano maravilhoso! Tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e é uma grande amiga.
Av: São Gabriel 201, conjunto 1007
Jd. Paulistano – São Paulo
F: 11- 3704-7317 / 3704-7318

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sindrome de asperger-autismo

Eu posso estar concentrado nos meus pensamentos e não ouvir alguém chamar ou falar comigo. Um determinado sabor pode ser ótimo para todo mundo, mas me causar vômitos . O mesmo acontece com alguns cheiros. O melhor perfume do mundo pode me sufocar. O cheiro do tabaco pode ser completamente insuportável. Às vezes os ruídos são ensurdecedores para mim e eu tenho de tapar os ouvidos ou fugir. Eu tenho um interesse especial do qual falo constantemente. Se for por trens, então gosto de tirar fotografias deles, desenhá-los e até reproduzir os barulhos. Fico muito excitado quando abordo o assunto e não entendo porque é que os que me rodeiam não se interessam pelo tema. Eu tenho determinados rituais ou “manias”, que tenho de seguir escrupulosamente, para ficar calmo e relaxado. Mas às vezes fico frustrado pois ocupam muito tempo. Às vezes fico assustado se vejo muitas pessoas à minha volta ou alguém que não conheço. Nem sequer quero olhar para eles ou falar com eles, quero ser invisível. Tenho dificuldade em pedir coisas nas lojas ou em falar com o empregado do restaurante. Fico muito envergonhado e um pouco assustado. Eu não consigo perceber o que você está sentindo quando te olho. Tenho dificuldade em perceber a linguagem corporal a não ser que você esteja chorando, rindo ou gritando muito alto. A maior parte das vezes não gosto que me toquem. Prefiro que não me dêem abraços mas adoro que alguém conhecido me coce as costas. Não gosto muito de cortar e lavar o cabelo e detesto que me cortem as unhas. Não sou nenhum equilibrista e até andar a pé me cansa. Não entendo as palavras com duplo sentido. Também não percebo as anedotas. Eu acredito piamente no que me dizem. Se me dizem que as pessoas morrem se não bebem água posso levar tão a sério que passarei a beber água a toda a hora. Isso fica na minha memória e passa a me preocupar. Não me passa pela cabeça que uma pessoa sem água pode sobreviver alguns dias ou que a água necessária ao corpo pode vir de outras fontes (leite, sopa, etc) Tenho consciência que sou diferente, que não consigo fazer com facilidade o que os outros fazem e isso me deixa nervoso e frustrado. Mas não percebo a origem da minha diferença ou porque é que os outros me gozam.  Eu gosto de conhecer pessoas novas e falar-lhes, mas não sei como. Elas me assustam. Levo algum tempo para ficar à vontade com alguém. Não percebo porque é que o meu professor diz que eu me porto mal se eu me esforço por fazer o meu trabalho. Não percebo muitas coisas e não me explicam corretamente. Mas se me sentam no fundo da sala ainda é pior porque ou fico sonhando acordado ou me distraio facilmente. Não consigo ver as horas com facilidade, dar laços, descascar uma fruta, dar um chute decente numa bola, andar de bicicleta, usar o compasso ou a régua. Algumas roupas são tão desconfortáveis que não consigo vesti-las. Prefiro ficar em casa jogando Playstation ou ver televisão do que ir ao parque. Não me importo de brincar sozinho no recreio.

Associação Portuguesa do Síndrome de Asperger – http://www.apsa.org.pt/

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