dieta sem gluten e sem caseina | Autismo e Nutrição
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O autismo é um dos mais conhecidos entre os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID). É marcado pelo início precoce de atrasos e desvios no desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e cognitivas, ocorrendo uma interrupção dos processos normais, logo, é uma síndrome comportamental definida, com etiologias orgânicas também definidas. A consciência de que as manifestações comportamentais são heterogêneas e de que há diferentes graus de acometimento e provavelmente múltiplos fatores etiológicos, deu origem ao termo Transtornos do Espectro do Autismo.

Além das características mais marcantes percebidas nos portadores do transtorno elacionadas, principalmente, ao falho desenvolvimento da linguagem e interação social, ainda há uma série de desordens gastrointestinais que podem acometer os autistas, como diminuída produção de enzimas digestivas, inflamações da parede intestinal, e a permeabilidade intestinal alterada,sendo que todos estes fatores agravam os sintomas dos portadores da doença. Isso nos leva a reflexão sobre a alimentação do autista, mostrando como amenizar os sintomas descritos acima e também visando contribuir para a melhoria do estado geral do paciente, conseqüentemente melhorando a qualidade de vida dos pais e familiares. Justifica-se pela necessidade de trazer à tona, novas discussões sobre a alimentação dos portadores da síndrome.

Devido à natureza dos Transtornos Globais do Desenvolvimento, as intervenções devem ser multidisciplinares, contemplando os aspectos da psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade e nutrição, entre outros.

Crianças autistas são muito seletivas e resistentes ao novo, fazendo bloqueio a novas experiências alimentares. Portanto, deve-se ter o cuidado de não deixá-las ingerir alimentos que não sejam saudáveis. Comportamento repetitivo e interesse restrito podem ter papel importante na seletividade dietética. A Literatura científica tem nos mostrado que, com relação à alimentação, especialmente na  hora da refeição, três aspectos mais marcantes são registrados: seletividade, que limita a variedade de alimentos, podendo levar a carências nutricionais; recusa, mesmo ocorrendo a seletividade é freqüente a não aceitação do alimento selecionado o que pode levar a um quadro de desnutrição calórico-proteica e a indisciplina que também contribui para a inadequação alimentar. A má alimentação e a falta de equilíbrio energético são motivos de especial preocupação, pois, a ingestão de micro nutriente está estreitamente relacionada com a ingestão de energia. É provável que as crianças cujo consumo de energia é menor, também sofram de deficiência de zinco. Dependendo da gravidade, pessoas com distúrbios neuropsicológicos podem apresentar uma dificuldade na alimentação, prejudicando a saúde como qualquer pessoa normal quando não supre diariamente os nutrientes.

As crianças autistas apresentam, com freqüência, sintomas gastrointestinais tais como, dor abdominal, diarréia crônica, flatulência, vômitos, regurgitação, perda de peso, intolerância aos alimentos, irritabilidade, disenteria entre outr Devido a essas ocorrências seria interessante evitar a ingestão de glúten, presente no trigo, aveia, centeio e cevada, pois pode causar dano conseqüente das vilosidades da membrana intestinal resultando em uma potencial ou real má absorção de todos os nutrientes. Além do fato, que devido a deficiência enzimática e hiperpermeabilidade intestinal, as proteínas como glúten e a caseína do leite, não são quebradas devidamente e conseguem atravessar a mucosa intestinal, caindo na corrente sanguínea e chegando ao cérebro,causando efeito de drogas opióides e piorando a quadro dos sintomas autísticos.

Alguns autistas podem necessitar de dietas especiais, cujas intervenções nutricionais se baseiam em certas carências, como a existência de alergias alimentares ou a falta de importantes vitaminas e minerais que poderiam causar os sintomas essenciais do autismo. Alguns pais oferecem para suas crianças autistas uma dieta sem glúten e caseína, entretanto, deixam de lado os suplementos nutricionais que deve ser associados junto à dieta que deve ser avaliada por um nutricionista especializado.

O glúten e a caseína podem causar sensação de prazer, além de hiperatividade, falta de concentração, irritabilidade, dificuldade na interação da comunicação e sociabilidade.

A etiologia do autismo é desconhecida. Recentes estudos tem sugerido a possível contribuição genética, fatores de risco pré-natal e pós-natal, toxinas de alimentos, intoxicação por metais, alergias alimentares, assim como uma variedade de agentes infecciosos, entre eles os gram negativos e a cândida.

Estudos desenvolvidos na Dinamarca, com crianças autistas que foram alimentadas com dieta restrita em glúten e caseína, foram obtidas melhoras consideráveis no comportamento destas crianças após 8 a 12 meses de dieta e eu também venho observando esse comportamento na maioria dos meus pacientes e o divisor de águas que foi e está sendo o Tratamento Biomédico na vida da minha filha, hoje com 6 anos de idade. Mas devido à complexidade e potencial de deficiência nutricional como resultado de longo prazo da dieta, suporte nutricional adequado e dietético deve ser utilizado durante toda a tentativa de fazer tal mudança na dieta.

A implantação de um novo padrão alimentar para o autista, deve envolver todos os familiares e pessoas que com ele convivem, contribuindo assim para que o paciente receba melhor as modificações propostas. As dificuldades são muitas, tendo em vista que a modificação dos hábitos alimentares envolve aspectos culturais, preferenciais, e financeiros.

Atualmente poucos centros psiquiátricos incluem o recurso dietoterápico no tratamento do autista e quando o fazem, considera-se principalmente a depressão imunológica causada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Fatores estes que favorecem a proliferação tanto da  Cândida albicans como a  Clostridium difficile, cujas toxinas estão relacionadas com distúrbios infantis, como o déficit de atenção (DDA).

O Transtorno do Déficit de Atenção, como o autismo, vem aumentando consideravelmente, em crianças nos últimos anos. As causas desse distúrbio infantil certamente podem estar relacionadas a problemas alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando absorvidas nas vilosidades intestinais como citei anteriormente, passam para a corrente sanguínea e podem produzir substâncias estimulantes, provocando a hiperatividade e o DDA. Ainda com relação ao DDA, vários estudos comprovaram que o uso do ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados pode levar a ótimos resultados. Drogas e medicamentos não tratam as características essenciais do autismo. É imprescindível o tratamento das causas orgânicas. O autismo é uma condição complexa, no qual a nutrição e os fatores ambientais

desempenham papéis primordiais para melhoria da qualidade de vida do indivíduo. Embora não exista ainda a cura do Autismo, ele pode ser tratado sim e oferecendo qualidade de vida aos seus portadores e familiares, melhorando sintomas e tornando-os mais favoráveis a uma melhora na questão educacional, socialização e mais importante na sua saúde.

Dra.Jaqueline Araujo
CRN4 11101020
Nutricionista Clínica Funcional e Ortomolecular
Especialista no Tratamento Biomédico do Autismo (DAN!) – Autism Research Institute
Membro do Institute for Functional Medicine
Nutricionista Esportiva
Consultório:
Av.das Américas, 500 Bl.21 sl.247
Barra da Tijuca – RJ
Tel:(21)3153-7561 / (21)8031-9993
www.jaqueline.nutricao.inf.br
Moderadora do grupo: Tratamento do Autismo no facebook
Fan Page: https://www.facebook.com/pages/Dr%C2%AA-Jaqueline-Araujo/100375956726336

 

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Dieta sem Glúten e sem Caseína no Tratamento do Autismo

On 20 de agosto de 2010, in dieta SGSC, by jaqueline
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O tratamento do autismo, uma síndrome complexa que prejudica a capacidade de comunicação e interação social dos portadores, frequentemente consiste de uma série abrangente de programas educacionais, terapias e tratamentos comportamentais. Várias intervenções nutricionais também tem sido sugeridas, como a restrição de alguns alérgenos alimentares, o uso de probióticos e de suplementos nutricionais. Uma das intervenções atualmente mais populares, no entanto, é a dieta sem glúten e sem caseína (dieta SGSC) a qual, como o próprio nome diz, elimina todas as fontes de glúten (presente no trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e derivados) da alimentação. uma das hipóteses principais sobre os benefícios da dieta se baseia na idéia de que alguns dos sintomas autísticos possam ser consequência de um excesso de opióides (substâncias química com ação similar a da morfina) no organismo. A hipótese postula que a maior permeabilidade intestinal frequentemente observada em autistas permitiria que grandes peptídeos resultantes da digestão incompleta do glúten e da caseína – possam cruzar a membrana intestinal. Estes peptídeos poderiam atuar como os opióides produzidos naturalmente no organismo, entrando na corrente sanguínea e então alcançando o sistema nervoso central e que o excesso de opióides no sistema nervoso central poderia produzir alguns dos sintomas observados em indivíduos autistas. Assim, a retirada do glúten e da caseína da dieta produziria a melhoria dos sintomas em alguns dos portadores.

Os resultados de estudos científicos para investigar os efeitos da dieta SGSC na melhoria dos sintomas ainda são preliminares, uma vez que seria necessário ainda um maior número de participantes, bem como controles mais rigorosos da adoção da dieta pelos participantes e medidas diagnósticas padronizadas dos sintomas para que conclusões mais definitivas possam ser tiradas. Seguem abaixo os principais resultados:

Em um estudo conduzido em 2003, o qual envolveu 50 crianças com autismo, revelou (através de análises sanguíneas) que um número significativo destas crianças tinham anticorpos contra o glúten (gliadina) e a caseína (ou seja, havia uma reação auto-imune na presença destas substâncias)
- Em outro estudo envolvendo 20 participantes, demonstrou-se que embora mudanças tenham sido observadas nos dois grupos, o grupo de crianças autistas que adotou a dieta SGSC apresentou melhorias significativas no comportamento, cognição não verbal e coordenação motora em relação ao grupo de crianças que adotaram uma dieta padrão (com gluten e caseína).
- Finalmente, um estudo publicado no Journal of Autism and Related Disorders envolvendo 13 crianças e controles mais rigorosos analisou os efeitos da adoção da dieta por 12 semanas. Este estudo mostrou que, embora tenham sido observadas melhoras pontuais na linguagem e comportamento, não houveram diferenças significativas quando se comparam os sintomas do grupo de crianças seguindo ou não a dieta. É interessante notar, no entanto, que 7 das 13 famílias que participaram do estudo (e adotaram a dieta SGSC) notaram melhorias nos sintomas, diminuição da hiperatividade, melhoria na linguagem e menor frequência de comportamentos repetitivos, as quais, por seu caráter mais subjetivo, não foram consideradas pelos pesquisadores na análise dos resultados. Os autores reconhecem que um período mais longo do que 12 semanas possa ser necessário para que as melhorias se tornem mais aparentes.

Embora os resultados científicos ainda sejam preliminares e mais estudos ainda sejam necessários, a dieta SGSC possa ser uma possibilidade promissora de tratamento, porém as famílias e profissionais devem avaliar com muito cuidado todos os prós e contras da adoção da dieta antes de implementá-la:

  • A família terá condições de proporcionar à criança os alimentos sem glúten e sem caseína, frequentemente mais caros?
  • Há compromisso, de pelo menos um dos familiares, de manter registros precisos da alimentação do portador e possíveis mudanças nos sintomas?
  • Será possível manter a adoção rígida da dieta pelo portador em casa, e mesmo fora dela (como por exemplo na escola, em viagens, etc)?
  • Qual o estado de saúde da criança? Como este será monitorado (isto é importante, pois há registros de perda óssea e deficiências de aminoácidos em crianças que seguiram a dieta SGSC, indicando que o estado nutricional da criança deve ser acompanhado e em alguns casos, suplementos nutricionais e vitamínicos possam ser administrados pelo pediatra e / ou nutricionista)
  • · A criança tem um repertório alimentar já restrito o qual, se limitado ainda mais pelo dieta, poderia comprometer seu estado nutricional?
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alimentos autismo

Por Natasha Campbell McBride (traduzido por Cláudia Marcelino do site Autismo em Foco)

A Dra. Natasha é pediatra, pesquisadora da Universidade de Cambridge em neurologia e nutrição, tem um filho com TEA e escreveu um livro: “Gut and Psychology Syndrome: Natural Treatment for Autism, ADD/ADHD, Dyslexia, Dyspraxia, Depression, Schizophrenia”, ” O intestino e as Síndromes psicológicas: Tratamento Natural para Autismo, TDAH, Dislexia, Dispraxia, Depressão, Esquizofrenia”.

Uma dieta livre de glúten e caseína é bastante conhecida e tem bases científicas sólidas por trás. No entanto, existe muito mais que você pode fazer pela nutrição de seu filho, do que simplesmente cortar glúten e caseína.

Eu acredito na natureza. A natureza nos fez e ao mesmo tempo nos provem com todo tipo de alimento necessário para nos alimentar e nos manter saudáveis, ativos e cheios de energia. Nós devemos consumir esses alimentos da forma em que a natureza os proporciona. É quando começamos a adulterar esses alimentos, é que começamos a ter problemas. Qualquer processo a que submetemos o alimento, muda a sua estrutura química e biológica. Nossos corpos não foram planejados para consumir alimentos modificados. Quanto mais o alimento é processado, mais quimicamente alterado e com menos nutrientes eles ficam. Além de perder o seu valor nutricional, alimentos processados perdem as suas principais características de sabor e cor. Então, para compensar, várias químicas são adicionadas: enriquecedores de sabor, corantes e todos aqueles aditivos e preservativos, que finalmente tem sido mostrados como coadjuvantes nos problemas de aprendizado, desordens psiquiátricas e outros problemas de saúde. Se nós olharmos atentamente as prateleiras de supermercados, nós vamos perceber que a maioria dos alimentos processados são carboidratos. Todos aqueles cereais matinais, biscoitos, pães, massas, chocolates, doces, geléias, açúcares, frutas em calda, alimentos pré-cozidos cheios de misturas, são carboidratos altamente processados.

Todo carboidrato da alimentação ao ser digerido se transforma em glicose. A natureza nos provém com uma grande quantidade de carboidratos na forma de frutas, vegetais e cereais. Quando nós os ingerimos em sua forma original, esses carboidratos são absorvidos vagarosamente produzindo um aumento gradual da glicose no sangue, o qual o nosso corpo foi planejado suportar. Carboidratos processados são absorvidos muito rapidamente, produzindo um rápido aumento da glicose no sangue. Agora, a glicose no sangue é um daqueles fatores onde o nosso corpo produz picos bioquímicos para lidar com a situação porque seus valores altos ou baixos são perigosos. Um aumento rápido de glicose no sangue é chamado hiperglicemia, coloca o pâncreas em estado de choque para bombear muita insulina rapidamente pra lidar com esse aumento. Como resultado, depois de uma hora a pessoa chega a um nível muito baixo de glicose sanguínea, chamado hipoglicemia. Algum de vocês já percebeu que após ingerir um desses cereais matinais no café da manhã, após 1 hora estão com fome de novo? Isso é hipoglicemia. E o que essas pessoas geralmente fazem nessas horas em que estão com fome? Comem biscoitos, uma barra de chocolate, um café ou qualquer coisa parecida e todo ciclo de hiper/hipo glicemia começa novamente. Essa ciranda de glicose alta e baixa no sangue é extremamente perigosa para todo mundo, podemos deixar de lado um pouco a nossa criança autista. Tem sido provado que muito da hiperatividade, agressividade e outros problemas comportamentais em crianças de idade escolar, são resultados da ciranda de glicose. A fase hiperglicêmica produz as tendências de hiperatividade e auto-estimulação em nossas crianças, enquanto na fase hipoglicêmica eles se sentem mal, geralmente com dores de cabeça, mau humor, furor ou fadiga geral com suor excessivo. Muitos alimentos já foram apontados pelo seu índice glicêmico – um indicador de como esses alimentos podem aumentar a glicose no sangue depois de ingeridos. Carboidratos processados incluindo o açúcar, alcançaram os maiores índices glicêmicos, assim como o arroz branco, batatas, cenouras cozidas e ervilhas cozidas. É melhor dar aos autistas carboidratos com baixos índices glicêmicos – frutas e vegetais crus e alguns cereais integrais cozidos e preparados por você mesmo. Frutose tem um baixo índice glicêmico.

Outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea “envenenando” literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais “intoxicado” ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes:  o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas – em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica para todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave para controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2. Vamos dar uma olhada nas várias formas desses carboidratos processados. Vamos começar com os cereais matinais. Eles são considerados saudáveis, não são? Infelizmente a verdade é justamente o contrário. Cereais matinais são carboidratos altamente processados, cheios de açúcar e outras substâncias. Eles tem um alto índice glicêmico e são péssimos para o equilíbrio da flora intestinal. A fibra desses alimentos é cheia de fitatos – substâncias que se ligam aos minerais essenciais e os colocam para fora do sistema, contribuindo para a deficiência mineral. Não tem nada de saudável neles para uma criança autista. Salgadinhos e aperitivos (incluindo a pipoca), um hit nas dietas das crianças hoje em dia, também são carboidratos processados com alto índice glicêmico. Mas isso não é tudo sobre esses alimentos. Eles são saturados de gorduras vegetais que foram aquecidas a alta temperatura. Qualquer óleo que tenha sido aquecido,  passa a adquirir substâncias chamadas ácidos trans. Esses são gorduras insaturadas que foram alteradas quimicamente. O que essas gorduras fazem é tomar o lugar do ômega3 e do ômega6 na estrutura da célula, tornando-as incapacitadas. Consumir gorduras trans, vai aumentar a atividade de Th2 e enfraquecer a imunidade de Th1. Como você deve se lembrar, a imunidade de Th1 em crianças autistas já é baixa e Th2, já é super ativada.

Trigo. A dieta livre de glúten é amplamente recomendada  e muitas famílias com filhos autistas a avaliam como uma grande ajuda. Mas, vamos dar uma olhada no trigo como um todo, com ou sem glúten. Ninguém compra os grãos de trigo para cozinhá-lo em casa. Nós compramos alimentos feitos de farinha de trigo. A farinha chega as padarias por  exemplo, em embalagens pré-prontas de misturas variadas para pães, biscoitos e tortas. Essas misturas já foram processadas e perderam os melhores nutrientes. Depois elas são “enriquecidas” com preservativos, pesticidas para manterem os insetos  longe, substâncias químicas para prevenir a absorção de umidade, corantes e flavorizantes, amaciantes, somente para mencionar um pouco deles. Depois o padeiro fabrica pães, tortas, bolos, biscoitos… cheios desses coquetéis químicos para nós comermos. Os produtores rapidamente produziram as misturas sem glúten e fizeram os produtos livres de glúten. Então, você vai consumir todos os carboidratos processados com todos esses aditivos químicos nele, mas só que agora livre de glúten. Uma vez consumido, um pedaço de pão branco se transforma numa massa grudenta, que alimenta parasitas, bactérias patogênicas e fungos no intestino, contribuindo para o aumento da toxicidade que sua criança já tem. Eu acredito firmemente, que uma criança autista não deve consumir trigo de nenhuma maneira ou forma. Trigo é uma matéria-prima do mundo ocidental e também o causador nº1 de alergias e intolerâncias alimentares.

Açúcar e nada que seja feito com ele. Açúcar é comumente chamado de “a morte branca”. Ele merece 100% desse título. O consumo de açúcar no mundo cresceu em enormes proporções no último século. É estimado que uma pessoa ocidental comum  consuma uma média de 73 a 92kg dessa substância artificial em um ano. Açúcar está em todo lugar e é difícil encontrar qualquer alimento processado que não o tenha. Mesmo deixando de lado o sobe/desce de glicose no sangue e o efeito nocivo que ele causa no intestino, já foi mostrado que ele age mal diretamente no sistema imune (o qual já é comprometido nas nossas crianças). No topo de todas as questões, para lidar com o consumo exagerado de açúcar, o corpo tem que  usar os minerais disponíveis, as vitaminas e as enzimas em níveis alarmantes, terminando em tornar-se enfraquecido dessas substâncias. Uma criança autista não deveria consumir açúcar sob forma alguma. Bolos, doces e outras guloseimas são feitos com açúcar e trigo, como seus principais ingredientes, adicionados de várias outras químicas como corantes, preservativos, flavorizantes… Não precisa dizer que isso tudo deveria estar fora da dieta da criança (com ou sem glúten). Para os aniversários e outras ocasiões raras, podemos fazer bolos caseiros feitos com mel ao invés de açúcar e farinha de amêndoas (ou qualquer outra castanha moída). Eu recomendo o livro de Elaine Gottschall, “Breaking The Vicious Cicle”. Ele tem ótimas receitas assim como ótimas dicas de nutrição.

Refrigerantes são umas das maiores fontes de açúcar na dieta de uma criança, para não mencionar todos os aditivos químicos. Sucos de frutas são cheios de açúcar processado e fungos. Ao menos que seja de fruta fresca, eles também não devem fazer parte da dieta de sua criança.  Aspartame,  um repositor do açúcar em muitas bebidas, foi descoberto que é cancerígeno e deve ser evitado. Ele é convertido em metanol no nosso corpo. Metanol é muito bem conhecido como um veneno. Água mineral ou água filtrada com uma fatia de limão é a melhor bebida para nossas crianças. Beber água tratada com cloro futuramente irá comprometer a flora intestinal de sua criança, simplesmente porque o cloro está lá para matar bactérias em primeiro lugar. Resumindo, uma criança autista não deveria ter alimentos processados na sua dieta. Toda comida deveria ser apresentada-as da forma mais próxima da natureza possível. Peixes frescos, carnes frescas, ovos frescos, castanhas e sementes, alho e azeite extra  virgem, quinua, devem ser preparados em casa com complementos também frescos.

Frutas e vegetais deveriam ser comidos crús quantas vezes possível na forma de saladas, sticks, pedaços… Frutas frescas e vegetais não são apenas uma boa fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e outros nutrientes, eles são também uma excelente fonte de enzimas vitais, as quais as crianças autistas tem falta. Essas enzimas são essenciais na desintoxicação do corpo. Comer vegetais crús com carnes vai dar um suporte na digestão das carnes e dos cereais. Vegetais e frutas cozidos perdem muito dos seus valores nutricionais: enzimas e vitaminas são destruídas, carboidratos mudam a sua estrutura. Cenoura, pepino, couve-flor, brócolis, aipo são deliciosos na forma de palitos com um molho de maionese; abacate amassado com bastante azeite extra  virgem e um pouco de suco de limão. Abacate é uma fruta maravilhosamente nutritiva e deveria fazer parte regularmente da dieta de seu filho. Falando sobre frutas, existe muita confusão nessa área. Você não pode transferir achados  laboratoriais científicos feitos com um nutriente isolado para um pedaço de alimento, feito pela natureza. Existem vários exemplos para ilustrar esse ponto de vista. A propósito, nós todos sabemos que a cianida é um veneno. Entretanto, ela é uma parte importante da molécula da vitamina B12 e todos nós sabemos, que nós não podemos viver sem a vitamina B12. Outro bom exemplo é o leite de peito. Leite de peito tem uma grande quantidade de caseína. Entretanto, é um dos melhores alimentos para crianças autistas. Todos os pais reportam o quanto as suas crianças  se desenvolvera normalmente enquanto só eram alimentadas com leite de peito. Na verdade, no 5º tópico do “Autism File” tem um artigo nomeado “O milagre do leite de peito”, onde uma mãe conseguiu um enorme desenvolvimento do seu menino autista ministrando-lhe leite de peito (felizmente, ela estava amamentando seu bebê mais novo nesta época). Eu não acredito em limitar as frutas na dieta de uma criança. Um fato importante para lembrar, no entanto, é de prover a maior variedade de frutas possíveis e não cair na armadilha de comer bananas todos os dias. Frutas silvestres frescas ou congeladas deveriam ser comidas sempre que possíveis. Lembre-se, nada de açúcar para acompanhar! Dentre várias substâncias benéficas, contém nitrilosides, essencial para a desintoxicação do corpo. Abacaxi irá lhe prover de enzimas proteolíticas, a qual nossas crianças tem falta. Frutas devem ser consumidas sozinhas, nunca com as refeições, como elas tem um padrão de digestão muito diferente, elas podem dificultar o trabalho do estômago. Sirva frutas como lanche entre as refeições com suas cascas e sementes (peles e sementes tem um grande valor nutricional). Nunca cozinhe frutas!

Carnes, peixes, aves domésticas, carnes orgânicas e ovos caipira deveriam  ser a maior parte da alimentação da sua criança. Eles devem ser comprados frescos, ou os orgânicos, e cozidos em casa. Carnes, peixes e ovos são as maiores fontes de nutrientes para nós, seres humanos. Ao contrário do que popularmente se acredita, a maioria das vitaminas, dos minerais, dos aminoácidos e gorduras essenciais vem da carne, peixe e ovos. Os alimentos vegetais, como os cereais, verduras e vegetais, são cheios de vitaminas e minerais, mas a bio disponibilidade desses alimentos para nós humanos, é muito menor do que nas fontes animais. Nós não somos ruminantes, que tem bactérias especiais no estômago para digerir plantas. O nosso trato digestivo foi desenhado para consumir amplamente as carnes. Os esquimós por  exemplo, vivem basicamente de peixe, carne e gordura animal. Eles são comprovadamente um dos povos mais saudáveis do planeta.

Ovos frescos merecem uma explicação mais detalhada. De acordo com a sua facilidade em ser digerido e absorvido pelo intestino humano, o ovo é o único alimento que pode ser equiparado ao leite de peito. Gema de ovo cru  é uma das maiores fontes de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais da forma mais pura possível. Você deve ter um fornecedor seguro de ovos caipira. A clara deve sempre ser cozida, pois consumi-la crua pode bloquear a síntese de biotina no intestino. Mas a gema é melhor crua! No entanto, se você se sentir inconfortável em comer gema crua, então cozinhe da forma que desejar. É melhor comer gemas cozidas do que não comê-las de forma alguma.Dois ovos no café da manhã irá prover sua criança com muitas vitaminas, incluindo vitamina B, A, E e D, assim como também com todos os aminoácidos que nossas crianças são deficientes. Ao invés de cereais matinais no café da manhã, dê a elas dois ovos (pochê, mexidos, cozidos ou de qualquer outra maneira) com caldo de carne puro, cebolas fritas ou vegetais crus  de todas as formas. Regue com uma boa quantidade de azeite extra-virgem  e sirva. É importante você usar muita cebola e alho quando estiver cozinhando. Cebola tem muitas propriedades imuno-estimulantes, cozida ou crua. Alho é conhecido por ter propriedades anti-fungicas, anti-parasíticas anti-virais assim como habilidades para estimular o Th1. No entanto, essas propriedades são destruídas facilmente ao serem cozidos. Esta é a razão de adicioná-lo aos alimentos somente no final da cocção (3-4 min antes de desligar o fogo). Adicione alho crú as saladas e pratos já preparados. Para começar, você pode somente esfregar um pouco de alho no fundo do prato de seu filho antes de por a comida. Conforme o seu filho for se acostumando ao gosto do alho crú, lentamente vai introduzindo mais quantidade. Comer alho crú ou cozido regularmente, vai fazer muito bem a ele ou ela.

Óleo de oliva tem muitas propriedades parecidas com as do alho assim também como é uma excelente fonte de ácido oleico – um ácido graxo essencial monoinsaturado, que vai incrementar  o braço de Th1 do sistema imunológico de seu filho. Certifique-se de que ele seja prensado a frio e virgem e use-o bastante nos pratos prontos. Não é uma boa idéia cozinhar com ele, pelo fato dele ter muita quantidade de ácidos graxos insaturados que iram se transformar com o calor em perigosas gorduras trans. É melhor cozinhar com gorduras que não insaturam como, ghee (um tipo de manteiga muito pura usada por chefes de cozinha da culinária francesa), óleo de côco, porco, simplesmente porque elas não alteram suas estruturas quando são aquecidas. Elas podem até serem reutilizadas. Nós precisamos muitos de gorduras saturadas na nossa alimentação. O ponto importante aqui é que nós devemos consumir gorduras naturais. Por exemplo, manteiga é muito mais saudável do que qualquer substituto sintético. Todo óleo vegetal foi aquecido a altas temperaturas no processo de produção e estão de cheios de gorduras trans. Consuma gorduras que a natureza nos proporciona que você não estará errado. Eu gostaria de enfatizar que a criança autista necessita muito de gorduras naturais. Deixe-a comer a gordura das carnes, a pele do frango, muito azeite ao servir os seus pratos, ministre-a um bom óleo de bacalhau ou qualquer outra fonte de ômega3 com ácidos graxos essenciais EPA/DHA todos os dias. Ácidos graxos ômega3 encontrado em peixes de águas geladas reduz o IL-6 (a citikina Th2) a imunidade de Th1. Ao contrário do que acreditam, a gordura é a principal fonte de energia do corpo humano. O cérebro e todo o restante do sistema nervoso são feitos de gordura.

O que falar dos cereais? Os cereais geralmente são muito indigestos, particularmente para um sistema digestivo que já não é muito bom. Crianças autistas não tem um sistema digestivo saudável então trigo, aveia, centeio, arroz, milho, particularmente os processados, devem ser mantidos fora da sua dieta. No entanto, existem alguns cereais os quais comidos uma ou duas vezes na semana, podem ser benéficos. Estes são o trigo sarraceno, painço e a quinua. Eles têm relativamente uma alta porcentagem de proteínas e não são processados a um mesmo nível dos outros cereais. Trigo sarraceno e painço em particular têm substâncias chamadas nitrilosides, que são essenciais para o processo de desintoxicação do organismo. Existem mais de 1500 alimentos que contém nitrilosides. Os mais importantes são: sementes de damasco, sementes de pêssego, sementes de uva, sementes de maçã, amoras, morangos, brotos e nozes macadâmia. Não se esqueça que cereais são basicamente constituídos de amido, o que irá alimentar a colônia de Cândida no intestino e possivelmente outras bactérias também. Esta é a razão de até estes ótimos cereais serem eliminados na dieta até a flora intestinal melhorar.

Castanhas e sementes são ótimas fontes de muitos nutrientes. Elas são as melhores fontes de magnésio, zinco, selênio e outros minerais essenciais na sua forma mais natural e disponível, que toda criança tem falta. Evite os amendoins, ao menos que você os compre com cascas. Todas as castanhas são melhores quando compradas nas suas cascas e quebradas somente na hora de comê-las. Desta forma elas são excelentes formas de ácidos graxos essenciais e estão livres de mofos e fungos. Você pode utilizar castanhas moídas para fabricar o seu próprio pão, panquecas e bolos. Nozes e sementes deveriam fazer parte regular da dieta de seu filho.

Não é fácil persuadir as crianças a se alimentarem de uma forma saudável. A maneira mais fácil que encontrei para introduzir novas comidas na dieta de meu filho foi colocá-las calmamente na frente dele enquanto assistia TV. Tudo fica muito mais fácil quando ele está absorvido pelos programas de televisão. A ABA também tem boas maneiras de introduzir novos alimentos. Isso tudo pode parecer completamente enfadonho e cansativo, mas o que é fácil com nossas crianças?! Então, por favor, não fique desapontado com as falhas, persevere. Afinal de contas você está fazendo uma mudança de vida. Então siga a sua estrada devagar, no ritmo que você e seu filho precisam. Se jogar de cabeça em coisas que você não domina é um passo para o fracasso. Introduza os alimentos um de cada vez, desenvolvendo a sua própria maneira de fazê-los e serví-los. Lembre-se que a regra nº 1 é cozinhe tudo o mínimo possível, não cozinhe nada que possa ser comido crú.

Um probiótico eficiente, vai ajudar a seu filho digerir e absorver a boa alimentação que você preparou pra ele. Eu acredito que esta dieta irá providenciar a nutrição que seu filho tanto precisa como merece.

Boa sorte!

A nutrição envolve 4 conceitos: ingestão, absorção, metabolização e excreção. Somos o que comemos, mas não somente o que comemos, porque também somos o que absorvemos, metabolizamos e excretamos. A nutrição funcional, por sua vez, envolve a letra R em 4 situações: Repor (déficit de nutrientes),Remover (excesso de poluentes), Reparar (consertar furos nos intestinos gerados por inflamação) e Reinocular (equilibrar a flora intestinal saudável contra a patogênica).

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Exame de Peptídeo a Glúten e Caseína

On 25 de outubro de 2009, in Exames, by jaqueline
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peptideos autismo

Na maioria dos casos pessoas que têm alergias a alimentos de leite e trigo, também têm problemas de quebra peptídeos de leite e trigo.Estes peptídeos são muito parecidos estruturalmente à morfina (opióides) e afetam o funcionamento do cérebro, causando um efeito similar ao produzido por opióides.  Porém, há algumas pessoas que podem não mostrar alergia a alimento de leite ou trigo, mas têm o problema de peptídeo e vice-versa,  assim é uma boa idéia fazer a análise de peptídeo e a análise de alergia a alimento. Por esta razão é recomendado fazer ambos os exames. Se você preferir fazer um único exame, nós recomendamos o exame de alergia a alimentos, já que se pode assumir que a maioria das pessoas que têm alergias de alimento à caseína e glúten também têm o problema de peptídeo. A análise de peptídeo também é um exame de urina e assim pode ser mais conveniente. Fazendo Exame para peptídeo urinário (Pedaços de proteínas quebrados incompletamente) de glúten e caseína é importante porque esses peptídeos reagem com receptores de ópios no cérebro, imitando os efeitos de drogas que contém ópio como heroína e morfina. Esses compostos reagem com áreas do cérebro como o lóbulo temporal, que são envolvidas na integração auditória e no desenvolvimento da linguagem. Uma das razões para a digestão incompleta desses alimentos podem ser uma deficiência das enzimas que quebram esses peptídeos. Pais têm se contemplado com as melhorias significativas em suas crianças com autismo após eliminarem o glúten e caseína da dieta da criança.

Painel Inclui:

  • peptídeo de Casomorfina
  • peptídeo de Gliadorfina

Opções de Tratamentos

  • Restrição de glúten/caseína da dieta
  • Comendo porções adicionais de carnes, legumes, e frutas
  • Suplementos dietéticos, principalmente com enzimas que ajudam na digestão desses alimentos
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Relato da Mãe de uma Criança Autista para outros Pais

On 24 de outubro de 2009, in Vídeos, by jaqueline
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Vídeo da mãe de Hugo Nelson, autista. Ela fez diversos vídeos para orientar outros pais que que estão passando por situações semelhantes. Ela fala sobre tratamentos, dieta, suplementos, probióticos, alto custo dos tratamentos que não são pagos nem no Brasil pelos Planos de Saúde e nem nos E.U.A pelas asseguradoras por alegarem que é um custo de cerca de 50 dólares anuais para um problema que ainda não se conhece a cura. Fala também sobre ABA, Son-Rise, Protocolo Dan!, problemas gastroinstestinais, comportamentos atípicos

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